Investidores de criptomoedas são “golpistas que incendeiam o planeta”, diz cofundador da Mozilla

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A Mozilla Foundation, empresa responsável pelo desenvolvimento do navegador Firefox, anunciou no sábado (1) que começaria aceitar doações em criptomoedas. O cofundador da organização, Jamie Zawinski não gostou nada da ação e atacou os investidores de criptomoedas.

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“Todos os envolvidos no projeto (Mozilla) deveriam estar profundamente envergonhados com esta decisão de fazer parceria com golpistas de Ponzi que incineram planetas”, disse ele, acrescentando vários palavrões.

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Mozilla deixa de aceitar doações em criptomoedas

Além do comentário do confundador, a fundação Mozilla viu uma reação negativa de parte da comunidade do navegador depois de convidar pessoas a doar para a empresa por meio de criptomoedas, incluindo Bitcoin e Dogecoin.

Ao mesmo tempo, Peter Linss, o fundador do Gecko, sistema por trás do navegador, juntou-se à conversa e disse que a Mozilla “foi criada para ser mais do que isto”.

Como resultado, a fundação Mozilla decidiu interromper a aceitação de doações com criptomoedas.

A organização sem fins lucrativos, que supervisiona o desenvolvimento do navegador Firefox, disse que o impacto ambiental que a criptomoeda potencialmente representa é um problema e vai “revisar se sua política atual de doações de criptomoedas se encaixa seus objetivos climáticos”.

“A tecnologia web descentralizada continua a ser uma área importante para explorarmos, mas muita coisa mudou desde que começamos a aceitar doações de criptomoedas”, disse a fundação em um tópico de tweet.

Bitcoin

Esta não é a primeira vez que uma empresa enfrenta problemas – ou se distancia do bitcoin – por causa de preocupações ambientais. No ano passado, a Tesla suspendeu a aceitação de bitcoin como pagamento por seus veículos, poucos meses após liberar a opção.

Em meio a vários debates, muitas empresas reduziram suas ambições pela chamada web 3.0. O Discord interrompeu a exploração de criptomoedas e NFTs em novembro, após protestos de muitos que se opunham à ideia.

De acordo com a Cambridge, a mineração de bitcoin consome cerca de 148 terawatts-hora de energia anualmente, muitos analistas, no entanto, contestam essas análises e mostram que mais de 60% da mineração é realizada com energia verde.

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