Ex-donos de corretora de criptomoedas agora vendem medicamentos falsos de emagrecimento, diz site

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
3 min de leitura
Anzol em remédio verde e amarelo falso
Aprofunde-se

Os donos de uma antiga corretora de criptomoedas brasileira que faliu estão sendo acusados de venda de medicamentos falsos em sites suspeitos pela internet. As informações são do Aos Fatos.

- Continua depois da publicidade -
Ad image

Em 2020, essa corretora de bitcoin chamada CriptoHub ficou indisponível por vários dias e  preocupou clientes, muitos dos quais eram investidores iniciais do negócio via um ICO (Oferta Inicial de Moedas). Após algum tempo, os donos da empresa enviaram um comunicado que o negócio havia chegado ao fim.

Comunicado de fim das operações da CryptoHub, ex-corretora e donos de criptomoedas que atuou no Brasil
Comunicado de fim das operações da CryptoHub, ex-corretora de criptomoedas que atuou no Brasil. Facebook

Pelo Reclame Aqui, vários relatos indicam que clientes não conseguiram nem sacar suas criptomoedas e não receberam retorno da empresa, que acabou sumindo.

- Continua depois da publicidade -
Ad image

As acusações novas contra os ex-donos dessa empresa são de que eles estão atuando na venda de falsos produtos de emagrecimento.

Donos de ex-corretora de criptomoedas brasileira agora vendem medicamentos falsos para emagrecimento

Após o colapso da corretora de criptomoedas Criptohub e o sumiço dos seus líderes, eles agora estão sendo associados a uma possível fraude com a venda de produtos para emagrecimento, principalmente de lipozepina, produto não regulamentado pela Anvisa no Brasil e que alega ser um emagrecedor natural.

Estão envolvidas na apuração de um site pelo menos 10 empresas, dos estados de São Paulo e Santa Catarina, que tem em comum alguns ex-sócios e executivos da Criptohub. Essas empresas criavam sites falsos para convencer pessoas a comprar os medicamentos milagrosos, usando até falsos depoimentos de famosos em suas páginas.

Para deixar o medicamento falso ainda mais conhecido, os donos das empresas divulgavam estes em páginas de redes sociais, em busca de encontrar compradores.

O Aos Fatos elaborou até um rastreamento dos antigos donos da Criptohub e seus novos empreendimentos ligados a possível venda de medicamentos falsos.

A reportagem do Livecoins não encontrou os acusados de possivelmente estarem vendendo remédios falsos para comentar sobre a apuração feita pelo site “Aos Fatos”, e o espaço segue em aberto para manifestações pelo e-mail “contato@livecoins.com.br“.

O que diz o artigo 273 do Código Penal?

A Lei N.º 9.677, de 2 de julho de 1998 alterou o Código Penal para incluir uma nova previsão de crimes para quem altera medicamentos no Brasil.

Assim, no Código Penal, em seu artigo 273, está prevista a pena de reclusão em até 15 anos para quem falsificar produtos medicinais.

“Art. 273. Falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais:(NR) Pena – reclusão, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos, e multa.(NR)”.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.