Corretoras reagem ao decreto sobre o mercado de criptomoedas

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
8 min de leitura
Bitcoins verdes sobre notas de Dólar.
Aprofunde-se

Os principais participantes do mercado de criptomoedas no Brasil emitiram suas opiniões sobre o decreto que regula a Lei das criptomoedas no país e foi assinado na última quarta-feira (14) pelo Presidente Lula.

- Continua depois da publicidade -
Ad image

Entre eles, a Binance declarou que o governo brasileiro deu um passo importante na regulamentação das criptomoedas no país.

Já a ABCripto lembra que o decreto mostra que régua subiu e que todas as empresas devem se adequar. Leia os comentários dos participantes do mercado sobre o decreto, apurados pelo Livecoins.

“Brasil se posiciona com liberdade para as criptomoedas”, diz CEO da Digitra.com

O Presidente Lula assinou o decreto que dá ao Banco Central do Brasil a obrigação de regulamentar o mercado de criptomoedas no Brasil.

De acordo com o CEO da Digitra.com, Rodrigo Batista, o decreto coloca o Brasil ao lado dos principais líderes de liberdade econômica do mundo.

- Continua depois da publicidade -
Ad image

“Hoje os diferentes países do mundo estão com diferentes abordagens. Estados Unidos, por exemplo, está processando empresas locais de criptoativos. Felizmente o Brasil está se posicionando ao lado de países com alta liberdade econômica como Suíça, Hong Kong e Dubai, criando leis para dar segurança ao setor e atrair empresas e investimentos.”

O que diz a Binance Brasil após Governo Lula assinar Decreto que regulamenta a Lei das Criptomoedas?

Em nota encaminhada ao Livecoins, a Binance, plataforma que detém o maior volume de negociações no país, declarou que o governo brasileiro deu um importante passo. Além disso, reforçou que apoia a regulamentação do mercado de criptomoedas.

“A decisão de hoje é mais um passo importante dado pelo governo brasileiro no sentido de oferecer regras claras para o segmento de ativos digitais no Brasil, mantendo o país na vanguarda das discussões regulatórias que permitam que este segmento se desenvolva de forma sustentável e eficiente, ao mesmo tempo que garante a proteção dos usuários.

O Brasil é um dos maiores mercados de criptoativos do mundo, e sua adoção vem crescendo continuamente no país. O governo brasileiro vem dando demonstrações de que reconhece a importância da indústria cripto, blockchain e Web3, e o papel que essa tecnologia pode desempenhar no desenvolvimento social e econômico da maior economia da América Latina.

A Binance apoia inequivocamente a necessidade de uma regulamentação para a indústria que dê segurança aos usuários, ao mesmo tempo que permita a inovação e o crescimento sustentável do segmento em prol da sociedade.”

Assinatura do Decreto que regulamenta o mercado aconteceu em momento oportuno, diz CEO da Ripio no Brasil

Também em comentários sobre o decreto, Henrique Teixeira, Head Global de Novos Negócios da Ripio, declarou que o decreto chega em um momento oportuno. De acordo com ele, tanto o Banco Central do Brasil, quanto a CVM, terão competências de fiscalizar o mercado de criptomoedas.

“Assim como ocorreu com o start envolvendo o projeto piloto do Real Digital, a assinatura do decreto pelo Presidente Lula, que define o Banco Central do Brasil como regulador do mercado cripto, acontece em um momento muito oportuno, uma vez que atravessamos um tempo de reaquecimento do segmento no país.

Cabe observar que o decreto dá ao BC o poder de estabelecer regras para o funcionamento das prestadoras de serviços de ativos virtuais, sendo o principal responsável pela supervisão dessas entidades. Porém, todos os tokens ou serviços relacionados com o mercado de Valores Mobiliários ficarão a cargo da CVM. Ou seja, teremos as duas entidades trabalhando em prol da fiscalização e do bom funcionamento do mercado cripto brasileiro.

Um avanço que o Brasil faz e que ainda não foi alcançado por muitos outros países. No Brasil temos a vantagem de ter um sistema regulatório sendo construído na base do diálogo entre os órgãos governamentais e as empresas locais.

Desse modo, é possível perceber, cada vez mais, um fortalecimento do ecossistema cripto nacional nunca visto antes, afinal, sempre vale ressaltar que um dos maiores benefícios proporcionados pela lei é o sentimento de segurança que ela traz em seu cerne, sendo capaz de criar um ambiente mais amigável e propício a chegada de novos participantes, investidores e no incentivo a realização de novos negócios e oportunidades.”

Abranet e Bitso também comentam a chegada do Decreto assinado pelo presidente

Para a Associação Brasileira de Internet (Abranet), o Decreto n. 11563/23, que visa regulamentar a Lei n. 14.478/22, marca o início de uma nova era para o setor de criptoativos, estabelecendo o Banco Central do Brasil (BCB) como regulador, preservadas as competências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Para a presidente da Abranet, Carol Conway, o decreto confirmou o BC como regulador principal.

“O mercado aguardava pela emissão do decreto para que o regulador fosse definido e pudesse iniciar o processo regulatório no setor de criptoativos. A expectativa era que o Banco Central fosse esse regulador e que fosse resguardada a competência residual da CVM, tal como ocorreu. Um grande passo foi dado rumo à promoção da inovação, eficiência e segurança jurídica no setor.”

Já Karen Duque, Coordenadora do GT de Criptoativos no Comitê de Meios de Pagamento da ABRANET e Head de Políticas Públicas da Bitso, destaca que o marco regulatório melhora a proteção dos usuários.

“O marco regulatório do mercado cripto tem sido referência no mundo devido ao potencial de aumentar a proteção ao usuário e garantir que apenas as empresas que seguem altos padrões de segurança e transparência operem localmente.”

ABCripto comemora publicação de decreto e diz que “agora a barra de segurança subiu”

A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto) celebra a assinatura do decreto 11.563, que define o Banco Central como órgão regulador do mercado de criptoativos. O decreto presidencial, divulgado nesta quarta-feira (14) no Diário Oficial da União, é um passo importante para estabelecer regras de atuação no setor e trazer mais segurança jurídica às empresas que atuam no mercado, demanda que já vinha sendo defendida pela entidade.

De acordo com o presidente da ABCripto, Bernardo Srur, “agora a barra de segurança subiu no mercado”.

“Essa era uma grande expectativa do setor. A regulamentação institucionaliza as práticas que a ABCripto já exige de seus associados desde 2020. Queremos promover total segurança para o sistema financeiro brasileiro. O mercado, agora, vai seguir uma mesma régua, e a barra de segurança subiu. O decreto referenda nosso propósito de ter um mercado seguro, inovador e transparente.”

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.