Chefe da Fundação Livre Mercado afirma que o Bitcoin protege o dinheiro contra o Estado

Bruno Costa
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Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura...
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Artigo sugere fragilidade do Estado em cuidar da moeda fiduciária (Foto/Reprodução)
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O chefe da Free Market Foundation (FMF), ou Fundação Livre Mercado na tradução literal, reconheceu a importância que o bitcoin tem na proteção do dinheiro da população da África do Sul contra medidas autoritárias tomadas pelo Estado.

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Conforme indicado por David Ansara em seu artigo divulgado no dia 27 de janeiro, a África do Sul retrocedeu muito nas liberdades para a população.

“Na África do Sul, políticas estatistas persistentes, intervencionismo econômico e disfunções estatais têm corroído, há muito tempo, a liberdade pessoal e econômica“, indica.

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Como forma de proteção para a população, a FMF tem defendido o uso de ferramentas voluntárias que não utilizam o Estado. Assim, o uso do bitcoin como meio de pagamento caminha como uma solução interessante na visão de Ansara.

“O Bitcoin não é apenas um investimento, mas um instrumento prático de moeda à prova de interferência estatal, que separa o dinheiro do Estado e empodera os cidadãos“, diz autor de artigo.

África do Sul sedia evento com empresários interessados em aprender mais sobre adoção de bitcoin e Fundação Livre Mercado

Na sexta-feira (30), a FMF sediou um evento com empresários locais para apresentar a tese de dinheiro do bitcoin. No encontro, o chefe da FMF apresentou seu recente artigo e defendeu uma ampla adoção de uma moeda alternativa a moeda Rand sul-africano.

“A resistência do Estado é uma questão de mentalidade. Ao internalizar o controle da situação e aceitar sua capacidade fundamental de serem agentes de mudança, os sul-africanos comuns podem resolver muitos dos problemas que nosso país enfrenta hoje“, disse Ansara no seu artigo.

O artigo identifica ameaças contemporâneas à estabilidade monetária, incluindo os esforços para nacionalizar o Banco Central da África do Sul. Vale lembrar que como membro original dos BRICS, a África do Sul tem estreita relação com um possível projeto de moeda digital entre os países, alternativo ao Dólar.

Além disso, a ameaça sempre presente da inflação, bem como o risco de maior vigilância e controle governamental sobre os sistemas financeiros são pontos que fortalecem a luta por mais bitcoin na economia local.

“O Bitcoin é o ‘dinheiro da liberdade’ e, como uma organização que se preocupa em promover e defender a liberdade, vemos um grande potencial no Bitcoin. Sua imutabilidade e estrutura descentralizada o tornam ideal como reserva de valor e proteção contra a desvalorização monetária. Estamos entusiasmados em ver mais sul-africanos usando o Bitcoin para se protegerem da influência do Estado”, conclui Ansara.

Por fim, o líder da FMF ainda gravou uma entrevista sobre o tema que teve sua publicação oficial no YouTube oficial da fundação.

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Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4).