Máquina para comprar bitcoin é apreendida pela Polícia Federal

Paulo Carvalho
Paulo Carvalho
Jornalista em trânsito, escritor por acidente e apaixonado por criptomoedas. Entusiasta do mercado, ouviu falar em Bitcoin em 2013, mas era que nem caviar, "nunca vi,...
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Uma máquina para comprar bitcoin foi encontrada pela Polícia Federal. O equipamento foi apreendido pelas autoridades através da Operação Egypto. Além da máquina de bitcoin, dez pessoas foram presas em um esquema que pode ter lesado 55 mil investidores.

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Um enorme esquema financeiro foi desmantelado pela Polícia Federal nesta semana no Rio Grande do Sul. Após intensa investigação, a PF prendeu dez pessoas ao cumprir mandados de busca e apreensão contra envolvidos no negócio fraudulento. Com os mandados, as autoridades encontraram dinheiro, carros e joias luxuosas que vão ser utilizadas para ressarcir possíveis vítimas do esquema.

Máquina para comprar bitcoins foi encontrada em Esteio – RS

O equipamento encontrado pelas autoridades estava em Esteio, que fica na região metropolitana de Porto Alegre – RS. A máquina para a venda de bitcoins funcionava como um caixa eletrônico e foi encontrada no endereço de uma das pessoas envolvidas com a empresa investigada.

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A máquina, chamada Bitofertas, chamou a atenção das autoridades por seu suposto sistema de venda de bitcoins. Segundo o delegado que investiga o caso, é a primeira vez que a polícia federal apreende um equipamento eletrônico voltado para a compra de bitcoins.

Investidores tinham acesso a máquina de bitcoins

O esquema da empresa investigada pela Polícia Federal funcionava com um caixa eletrônico para a compra de bitcoins. Os usuários podiam inserir dinheiro em uma entrada na máquina para realizar a compra da criptomoeda de forma automática.

Como comprovação da compra de bitcoins, o investidor recebia um comprovante. Nesse papel estava inserido a quantia da criptomoeda que o investidor possuía investido na empresa.

Daniel Mostardeiro Cola é o delegado responsável pela investigação que teve como alvo uma empresa com sede em em Novo Hamburgo – RS. Porém, a máquina bitcoin estava em Esteio – RS. O delegado encontrou o equipamento para a compra de bitcoin na garagem de um dos envolvidos que foi detido na Operação Egypto. A máquina estava entre motocicletas, segundo entrevista de Daniel ao Correio do Povo.

https://www.facebook.com/correiodopovo/posts/2319600844749737?__xts__%5B0%5D=68.ARA0gAtf7Db_PM5Yfo2Aee_xbbPG3FDlcFtCWv-EunzCG1zCzMLdv5m2iIv5Afp1hz5rVXDl2WCL1A68ErbbcuMCtbOcdv7fINLzolkxO_ywxbr3ehz869Az86dr6sHl3mldDBXvdjtGLmPnuSHMDu3dUvhGtaInoib6uckkTO8M0dRPVlWWoWzZ_0xCCdmhajAKyc998nwq6TRrZ73vdliWT-ok-_GYk0bkvHWKIncRdmmtw587XagIR4Oay6AxxbFEUibTWohrmuCqe8OwjRZ7jTFCNnEekMdfUlB5aN5_-YG4A1KpypFB1OEEMPf_HYlV2-jIvlRM63EVTC5HnTBTkg&__tn__=-R

Máquina não é ilegal, mas pode ser falsa

Para o delegado Daniel, a máquina encontrada com o investigado não é ilegal. A autoridade explicou que o equipamento serve para corroborar com as investigações. Sendo assim, a máquina será utilizada para comprovar que o comércio de bitcoin mantido pela empresa.

Acusada de ser uma pirâmide financeira, os negócios da Indeal chegaram ao fim após a Operação Egypto. Com dez presos e milhões em bens apreendidos, a empresa teve suas atividades condenadas pelas autoridades.

A máquina encontrada pelas autoridades pode ser falsa. Assim como comprovou as investigações, a Indeal não realizada investimentos em criptomoedas, como era prometido. Dessa forma, tudo indica que a máquina de bitcoin é falsa. Supostamente esse equipamento era utilizado apenas para enganar pessoas, pois não trazia dados reais sobre a compra de bitcoins.

Primeiramente, a máquina deveria ser conectada em uma rede. Além disso, a compra teria de oferecer o depósito da criptomoeda em uma carteira digital, ou física.

Isso acontece através de um QR Code nos milhares de caixas eletrônicos para bitcoins espalhados pelo mundo, e não apenas por “recibo” impresso. A falta dessas operações indicam que a máquina apreendida pela Polícia Federal pode ser completamente falsa.

Jornalista em trânsito, escritor por acidente e apaixonado por criptomoedas. Entusiasta do mercado, ouviu falar em Bitcoin em 2013, mas era que nem caviar, "nunca vi, nem comi, só ouço falar".
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