Apesar de queda, Bitcoin “morreu” menos vezes em 2022

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
3 min de leitura
Imagem de enterro do Bitcoin após morte

Segundo um levantamento do Livecoins, no site “Bitcoin Obtuaries“, o bitcoin morreu 42% menos em 2022 na comparação com 2021, com a moeda digital sendo declarada morta 47 vezes pela mídia no ano passado.

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Desde 2010, quando começaram os registros sobre as “mortes” do bitcoin, já foram 467 artigos em grandes sites que disseram que o bitcoin morreu.

Vale lembrar que em 2009, o bitcoin estava em seu primeiro ano e não há registros negativos na história.

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Bitcoin morreu 42% menos em 2022 na comparação com 2021

A última morte do bitcoin em 2022, registrada após a fala do Banco Central Europeu, indicava que o Bitcoin passa pela sua fase final de vida, ao caminhar para a irrelevância.

O novo óbito foi registrado no Bitcoin Obituaries, que aponta 27 falas em 2022 que indicam o fim da tecnologia.

Todas as falas registradas no site são em inglês, desconsiderando assim falas em outros idiomas. Além disso, apenas discursos que apontam o fim iminente do bitcoin estão registrados, com expressões como ‘talvez’ ou ‘poderia’ ficando de fora do obituário.

Como em 2021 a comunidade registrou 47 discursos do fim do bitcoin, a queda em 2022 é de 42%. Ou seja, tudo indica que o ano foi mais otimista quanto aos discursos de ódio para a tecnologia, apesar das quedas em relação ao Dólar.

Uma das falas registradas em 2022, por exemplo, foi de Mark Dow, autor do blog Behavioral Macro. Segundo ele, quando o bitcoin ainda valia US$ 19 mil em setembro, pessoas se agarravam na esperança de a tecnologia ainda pudesse ser alguma coisa, enquanto já havia acabado.

“Ainda há tantos caras por aí se agarrando a qualquer esperança semiplausível de que bitcoin não seja um experimento fracassado até agora, que ainda possa ser uma coisa, que um caso de uso popular esteja chegando e que nocoiners ‘apenas não entendem’. Acabou.”

Bitcoin, a moeda que morreu, mas passa bem

Há certamente uma tendência de queda na quantidade de registros de óbito do bitcoin nos últimos anos. Isso porque, em 2017 a moeda “morreu” 124 vezes, enquanto os óbitos em 2018 alcançaram 93 registros, sendo os recordes da lista.

A maioria dos críticos surgem quando a moeda passa por volatilidade, ou algum país bane as transações. Mas em 2019 o bitcoin morreu apenas 41 vezes, diminuindo para 14 em 2020.

Após mais de 460 mortes declaradas por especialistas em anti-criptomoedas, o bitcoin vai se provando como a moeda que morreu, mas passa bem.

Para o futuro, a comunidade aguarda que mais críticos surjam, embora em proporção menor ao número de pessoas que deverão aproveitar a novidade financeira descentralizada.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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