Baleia ganhou criptomoedas e pode ter milhões bloqueados pela própria comunidade

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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Baleia presa em saco plástico
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Uma baleia que ganhou criptomoedas de graça após uma distribuição pode ter seus milhões bloqueados pela própria comunidade, que conduz uma votação para resolver essa questão.

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No mercado de criptomoedas a prática de se ganhar criptomoedas é algo comum e pode acontecer principalmente com tokens criados recentemente e moedas que distribuem aos primeiros apoiadores uma parte do fornecimento circulante da moeda. Isso pode render dinheiro grátis em alguns casos, que podem chegar a milhões com o tempo.

No caso do projeto JunoNetwork, foi conduzido um chamado stakedrop, que significa que apenas quem detivesse a criptomoeda Cosmos Hub (ATOM) seria elegível a ganhar a moeda JUNO, que na prática é um airdrop com regras definidas.

E a proporção de distribuição foi de 1:1 no processo, sendo assim, uma carteira que tinha 1 ATOM ganharia 1 JUNO. Mas na distribuição passou desapercebido uma situação que acabou criando uma super baleia de JUNO. Por baleia, entende-se uma carteira que tem muitas moedas reunidas, podendo suas movimentações abalar o mercado.

Como o projeto pretende ser descentralizado e dirigido pela própria comunidade, ver uma baleia na rede não agradou em nada muitos detentores de JUNO, que pressionaram para bloquear os fundos da baleia.

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Votação em aberta para caçar e bloquear milhões de dólares de baleia que ganhou criptomoedas

Quando o stakedrop da JUNO foi conduzido a meses atrás, cada carteira poderia ganhar apenas 50 mil criptomoedas no máximo. Contudo, após a distribuição para as carteiras e listagem da moeda em uma corretora, 1 endereço concentrou 3,1 milhões em JUNO, atraindo a atenção para uma pessoa ou grupo que supostamente burlou as regras da distribuição.

A identidade por trás da fortuna acabou negando que burlou as regras, se posicionando como um grupo de investidores que criaram um fundo para desenvolver e apoiar a moeda JUNO. Isso acalmou a comunidade da moeda, que esqueceu da baleia nos meses seguintes.

Vale ressaltar que não é ruim ter várias carteiras e em airdrops é comum que pessoas tentem obter o máximo possível de recompensas. Ou seja, mesmo se fosse apenas uma pessoa por trás dos vários endereços, isso não seria o primeiro caso do mercado de criptomoedas.

De qualquer forma, a comunidade JUNO acabou revendo a baleia após descobrir que ela tem vendido milhares de moedas diariamente no mercado. Ou seja, a baleia está “dumpando” o preço da criptomoeda segundo os outros membros, ainda que essas vendas sejam proveitos do stake do endereço.

Observando a prática e temendo que esse endereço que detém muitas moedas da rede tome novas direções de governança do projeto, a comunidade enviou a famigerada Proposta 16 nos últimos dias.

Essa proposta pede que todos os detentores do token JUNO votem se o endereço deve ter bloqueado milhares de suas moeda e permaneça apenas com 50 mil criptomoedas como seria o acordo inicial.

Baleia pode perder milhões de dólares terça-feira (15)

O endereço da carteira da baleia de JUNO é o “juno1aeh8gqu9wr4u8ev6edlgfq03rcy6v5twfn0ja8“, que detém neste sábado (12) 3,12 milhões da moeda, ou seja, R$ 610 milhões em sua posse. A capitalização da JUNO é de 8,8 bilhões de reais, ou que mostra a grande influência da baleia no caso.

A votação para bloquear milhões da baleia começou na última quinta-feira (10) e deve ocorrer até o dia 15, ou seja, na próxima terça-feira o dono do endereço irá saber se continua rico ou se a comunidade cortará suas moedas.

Até este sábado, 70% da comunidade havia votado no SIM, que significa que a baleia deve ter suas moedas bloqueadas.

Vale ressaltar que é comum que corretoras, bancos e governos, sejam por investigações ou fraudes, bloqueiem recursos de usuários, mas a própria comunidade querer apreender recursos de uma carteira, via votação, é algo novo no setor de criptomoedas.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.