Banco Central atende pedido de associações e adia prazo de regras para corretoras de criptomoedas

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
3 min de leitura
(Foto: Raphael Ribeiro/BCB)
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O Banco Central do Brasil (BCB) alterou as exigências para o mercado de criptomoedas na quinta-feira (18). A autarquia publicou a resolução de número 574/2026 para adiar prazos da regulação cambial do setor.

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A medida transfere o início da obrigação de envio de relatórios para o mês de novembro de 2026. Corretoras locais ganharam mais prazo para adaptar os sistemas operacionais às ordens governamentais.

Associações da área de finanças comemoraram a decisão do órgão estatal nesta sexta-feira (19).

Dirigentes encaram o recuo das autoridades como uma conquista corporativa alcançada por meio do diálogo aberto com o poder público.

Pedido de associações adia exigência técnica de relatórios

A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto) publicou um manifesto sobre o alinhamento de datas nas redes sociais. O grupo enviou um ofício ao BCB em maio com alertas sobre os desafios do texto oficial.

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Os ofícios enviados expuseram as dificuldades de adequar os bancos de dados em um curto espaço de tempo.

A organização pediu uma margem extra de meses para estruturar a parte técnica das empresas.

O comitê de trabalho responsável pelo pedido conta com a presença de diversos atores do mercado.

A lista engloba membros da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) e da Associação Brasileira de Câmbio (ABRACAM).

A união inclui agentes da Associação Brasileira de Banking as a Service (ABBAAS) e outras parceiras institucionais. Representantes da Zetta, da ANCORD e do grupo Brasil Cripto completam o conselho de debates econômicos.

Regras cambiais trazem limites para envios de criptoativos

A diretriz do governo estabelece que transferências de criptoativos para o exterior configuram operações de câmbio. Pagamentos de faturas de cartão de crédito internacional também entram no escopo desta lei federal.

O texto aborda o comércio de stablecoins e exige uma fiscalização rígida sobre os clientes. Estas opções financeiras com valores fixos recaem sob a ótica de supervisão da entidade monetária.

Bancos tradicionais com licença cambial possuem um teto de US$ 500 mil por ordem de usuários. Plataformas de criptomoedas encaram um limite menor de US$ 100 mil para os negócios com estrangeiros.

A regra dos cem mil dólares vigora quando o recebedor for uma firma sem autorização para câmbio. Investidores precisam preencher laudos com a finalidade exata de cada repasse de fundos para outros continentes.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.