Banco Central do Brasil cria sistema de regulação criptomoedas D+1

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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(Foto/Reprodução)
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O Banco Central do Brasil (BCB) editou uma norma sobre a prevenção de fraudes no mercado financeiro na sexta-feira (7). A autarquia federal incluiu restrições para a transferência de criptomoedas em território nacional.

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As prestadoras de serviços do setor precisam reter os saques dos clientes pelo prazo de um dia.

Essa trava cautelar afeta as remessas direcionadas para corretoras estrangeiras e carteiras sob posse do próprio usuário.

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O limite de retenção mira os valores acima da faixa de US$ 10 mil. A quantia abrange o volume individual de cada operação ou a soma movimentada pelo cidadão no mesmo dia.

Regra de retenção mira fraudes no ecossistema das criptomoedas

Os técnicos federais justificam a mudança com base no uso crescente dos criptoativos para o roubo de dinheiro. A velocidade das liquidações dificulta a ação estatal na recuperação dos fundos subtraídos por criminosos.

Somado a isso, as empresas devem comunicar o consumidor sobre a parada da transação na plataforma.

Os bancos e corporações financeiras precisam registrar todas as ocorrências de golpes ligados à negociação de criptomoedas.

A retenção temporária do dinheiro não significa um bloqueio definitivo dos fundos das pessoas.

O operador da corretora tem liberdade para aprovar o saque antes do fim do prazo em casos de baixo risco.

Desta forma, a companhia assume o peso de justificar a liberação da quantia com documentos internos de controle. O BCB reserva o direito de punir as plataformas e impor atrasos maiores em casos de descumprimento.

Associação aponta retrocesso e teme fuga de investidores do país

A Associação ABToken publicou notas críticas sobre a ampliação das barreiras financeiras. Regina Pedroso preside a entidade e considera a regra estatal um obstáculo desproporcional ao uso da tecnologia.

Pedroso argumenta que o ônus recai sobre transações corretas e prejudica a experiência do consumidor brasileiro. A presidente alerta para a chance real de fuga de usuários em direção a locais com leis equilibradas.

O setor produtivo defende uma legislação pautada no risco fático sem destruir as inovações originais.

A instituição mantém os canais abertos com o governo para construir pontes a favor da economia moderna.

A criação de regras de fricção diminui a atratividade do bitcoin perante os meios tradicionais de pagamento.

Os especialistas cobram leis direcionadas aos fraudadores em vez de punições coletivas sobre as corporações.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.