“Bitcoin é um hamburguer gigante de nada”, diz astro do Shark Tank

Diego Marques
Diego Marques
Começou em 2016 como um dos primeiros redatores do Guia do Bitcoin. Diego tem preferência por notícias que podem influenciar o preço das criptomoedas, mas também...
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Mr. Wonderful, o “Senhor Maravilha”, apelido pelo qual o grande investidor é conhecido no programa Shark Tank, declarou que o Bitcoin é “um hambúrguer gigante de nada”.

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Kevin O’Leary é um famoso investidor e tem autoridade quando o assunto é investimentos. Ele é uma das figuras mais respeitadas no mundo dos negócios. Sua consultoria de investimentos é uma das mais buscadas por investidores da bolsa de valores.

Contudo, na opinião do investidor, o fato de que nem tem todas as instituições estarem dispostas a usar o Bitcoin, é decisivo e torna a criptomoeda “um nada”.

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“Bitcoin é um hambúrguer de nada, um hambúrguer gigante de nada”, disse O’Leary, presidente da O’Shares ETFs, porque “você não tem todas as instituições dispostas a ‘jogar bola com ele’”.

A firmação diz respeito ao fato de que ao mesmo tempo que o Bitcoin é adotado por várias empresas, outras estão banindo e criando barreiras para a adoção da moeda digital.

Kevin O'Leary Shark Tank
Kevin O’Leary Shark Tank

O astro do Shark Tank também criticou o processo de transferência e conversão do Bitcoin em moeda fiduciária: “não é instantâneo”, disse.

“Se eu quiser comprar um milhão de dólares em Bitcoin agora, tenho que trabalhar bastante para conseguir isso.”

O famoso investidor que é um dos principais apresentadores do programa Shark Tank disse que não pode usar Bitcoin para “comprar ativos” globalmente, já que os reguladores em diferentes países continuam cautelosos com a criptomoeda.

“Não consigo obter consistência com nenhum regulador único em endossar Bitcoin para que eu faça uma transação significativa”, disse. “Está melhorando, mas não é algo que todos os reguladores em todos os mercados apoiam.”

Apesar de criticar a moeda digital, em dezembro ele participou de um podcast no youtube onde revelou que já possuía alguns bitcoins e tinha a intenção de no futuro investir mais na criptomoeda, cerca de 1% a 2,5% de seu portfólio.

O “tubarão” disse que quando as criptomoedas forem regulamentas de modo que ele possa colocar milhões de dólares nelas e saber que não está infringindo nenhuma lei, várias pessoas fariam o mesmo.

Para ele, o Bitcoin tem grande potencial de se tornar “algo de tremendo valor” se as agências reguladoras em diversos países se comprometerem com as criptomoedas.

“Se houvesse uma tentativa de pegar o próprio Bitcoin ou alguma outra criptomoeda que pudesse ser aceita e negociada em todos os lugares com agências reguladoras concordando e fosse agnóstico, na minha visão, seria possível negociá-lo afim de comprar ativos na Suíça, na França, ou na Inglaterra, ou nos Estados Unidos, todo mundo pegaria essa moeda digital.”

JP Morgan também já criticou o Bitcoin

Outro que também criticou o Bitcoin foi Jamie Dimon, o CEO de um dos maiores bancos dos EUA.

Em setembro de 2017 durante um período de valorização da criptomoeda, o CEO do JP Morgan criticou o Bitcoin chamando-o de fraude e afirmando que iria demitir quem comprasse moedas digitais.

Contudo, como diz o velho ditado popular, “quem desdenha quer comprar”, pouco tempo depois descobriu-se que o JP Morgan havia “comprando” Bitcoin, ao investir em títulos XBT, um instrumento de investimento que acompanha o preço da moeda digital.

Em 2017 o Bitcoin chegou a ser negociado por US$ 3.000 após a China ter proibido as ICOs, foi justamente nessa época que o CEO do JP Morgan criticou a moeda digital, mas “por trás das cortinas” estava investindo.

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Começou em 2016 como um dos primeiros redatores do Guia do Bitcoin. Diego tem preferência por notícias que podem influenciar o preço das criptomoedas, mas também gosta de escrever curiosidades do cripto-universo.