BlackRock recomenda alocação de 2% em Bitcoin e faz alerta: “potencial de US$ 50 bi”

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Larry Fink CEO da BlackRock (Reprodução Youtube)

Com o Bitcoin ultrapassando a marca de US$ 100.000, a BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, anunciou uma nova abordagem em sua estratégia de investimentos.

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Um relatório recente do BlackRock Investment Institute, intitulado “Dimensionando Bitcoin em Portfólios”, recomenda que investidores considerem alocar entre 1% e 2% de seus portfólios tradicionais “60/40” em Bitcoin, destacando o potencial da moeda digital como ferramenta de diversificação.

Os analistas que assinam o relatório argumentam que o Bitcoin, com uma capitalização de mercado de US$ 2 trilhões, oferece um perfil de risco semelhante ao das ações de empresas conhecidas como “7 magníficos”, que incluem gigantes como Nvidia, Amazon e Apple.

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Embora essas empresas gerem receitas através de produtos e serviços, o Bitcoin funciona essencialmente como uma reserva de valor, diz a maior gestora de ativos do mundo.

Demanda potencial de US$ 50 bilhões

Se 1% dos US$ 5,2 trilhões em ações sob gestão da BlackRock fossem direcionados ao Bitcoin, isso geraria uma demanda adicional de US$ 50 bilhões para o ativo digital.

Nos últimos 12 meses, o preço do Bitcoin subiu mais de 130%, superando o crescimento de 32% do S&P 500. Essa performance reforça sua atratividade como ativo alternativo, apesar de sua volatilidade inerente.

“Bitcoin não pode ser comparado a ativos tradicionais. Mas, do ponto de vista da construção de portfólio, o grupo “magnificent 7” de ações de tecnologia, em sua maioria de mega capitalização, é um ponto de partida útil. Essas ações representam participações individuais no portfólio que correspondem a uma parcela comparativamente grande do risco do portfólio, assim como o Bitcoin. Em um portfólio tradicional com uma mistura de 60% de ações e 40% de títulos, essas sete ações, em média, correspondem à mesma parcela do risco total do portfólio que uma alocação de 1–2% em Bitcoin. Achamos que esse é um intervalo razoável para exposição ao Bitcoin. Por que não mais? Ir, além disso aumentaria a participação do Bitcoin no risco geral do portfólio.” diz a BlackRock.

Gestão de riscos e volatilidade

O relatório reconhece a volatilidade do Bitcoin, observando que uma alocação de 1% aumentaria o risco geral de um portfólio em 2%, enquanto uma alocação de 2% elevaria o risco para 5%.

Alocações mais altas poderiam amplificar desproporcionalmente esse risco, chegando a 14% para uma participação de 4%. Por isso, a recomendação é limitar a exposição a 2%.

Desde junho de 2023, o Bitcoin demonstrou uma correlação mais baixa com ações de tecnologia, anteriormente sua principal referência de mercado.

Fatores como fragmentação financeira global, tensões geopolíticas e crescente desconfiança nos bancos têm impulsionado essa dissociação, fortalecendo seu papel como ativo de proteção.

Samara Cohen, autora do relatório, explica que à medida que o Bitcoin amadurece, sua função pode se assemelhar à do ouro, sendo usado como hedge em portfólios diversificados.

Tal estratégia já trouxe resultados para a BlackRock. Desde sua parceria com a Coinbase em 2022 para oferecer acesso institucional ao Bitcoin, a empresa se consolidou como líder no mercado cripto, administrando o maior ETF de Bitcoin do mundo, o iShares Bitcoin Trust (IBIT), com US$ 50,8 bilhões em ativos sob gestão.

Com esse movimento estratégico, a BlackRock demonstra que, apesar dos riscos associados, o Bitcoin está ganhando legitimidade como ativo financeiro indispensável para investidores institucionais e gestores de portfólios globais.

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