Blockchain não vai nos salvar, diz Cornel Amariei

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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A tecnologia Blockchain é utilizada para vários propósitos por pessoas e empresas, desde identidade digital até rastreio de produtos, além de inúmeros outros casos de sucesso que já estão em teste.

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Para Cornel Amariei, um romeno que participou do evento MindChain no último dia 22 de fevereiro, a nova tecnologia não irá ajudar muito o mundo.

Cornel é um dos 30 jovens mais influentes do mundo abaixo dos 30 anos de idade, de acordo com a Forbes.

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No evento, que foi voltado a tecnologia blockchain, Cornel disse ao público que “Eu odeio chavões porque eles dão uma falsa impressão sobre o que está acontecendo. Blockchain é uma palavra de ordem – eu não sou um grande fã, e também não sou contra isso – mas nada mais é do que uma tecnologia de criptografia e descentralização – não há muitas áreas em que realmente possam ser aplicadas bem”.

Para esse jovem inventor de apenas 22 anos “o Blockchain resolverá muitos problemas, mas isso não tornará o mundo um lugar melhor. Não é nosso salvador”.

Visão da Romênia sobre Blockchain

A Romênia, sede do evento Mindchain onde Cornel deu sua opinião, é um dos países que entraram mais recentemente na União Européia.

O país é bastante interessando em criar um ambiente positivo para tecnologias, com grandes empresas possuindo operações no território. Sua taxa de crescimento econômico inclusive tem superado a dos países vizinhos.

A blockchain no país é vista com bons olhos, seno já contabilizados mais de dezesseis startups ligadas ao setor de criptomoedas e blockchain no local.

Os incentivos à tecnologia no país é tanto que profissionais de TI e os que trabalham com Pesquisa e Desenvolvimento são isentos de Imposto de Renda.

É graças a políticas como essas que a Romênia registrou crescimento de 5,7% em relação ao ano anterior em 2017 – a taxa mais rápida de crescimento na União Europeia. O crescimento tecnológico da Romênia foi tanto que atraiu comparações com Berlim, enquanto o Techcrunch uma vez se referiu à nação como o “Vale do Silício da Transilvânia”.

Aplicações de blockchain

Apesar da visão crítica de Cornel Amariei, a blockchain tem tido uma grande adoção em países e empresas, de forma que projetos de cidades inteligentes tiveram grande avanço com a chegada dessa tecnologia.

No Brasil já é possível receber o diploma da faculdade em blockchain, sendo que o atual presidente do Banco Central está de acordo com a tecnologia, assim como o BNDES.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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