CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas começa em SP

Bruno Costa
Bruno Costa
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura...
3 min de leitura
(Foto: Agência e Acervo Histórico Alesp)
Aprofunde-se

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) instaurou a nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar golpes do tipo pirâmides financeiras envolvendo promessas irreais de ganhos fixos com criptomoedas.

- Continua depois da publicidade -
Ad image

Em dezembro de 2025, nos últimos dias do ano legislativo, o Presidente André do Prado autorizou a abertura da investigação, por meio do Ato do Presidente nº 189/2025. Com a volta dos trabalhos, a CPI começou a valer no dia 4 de fevereiro de 2026.

“Comissão Parlamentar de Inquérito constituída pelo Ato do Presidente nº 189, de 17 de dezembro de 2025, com a finalidade de investigar a prática de golpes por meio da oferta de falsos investimentos em criptoativos e marketing multinível que podem ocultar esquemas do tipo ‘pirâmide’ e iludem principalmente pequenos investidores ainda inexperientes“, diz o objeto do trabalho.

Na última quarta-feira (11) havia uma convocação para ocorrer a primeira reunião parlamentar, contudo, os deputados estaduais não compareceram e o encontro não aconteceu por falta de quórum. O documento contou com a assinatura do deputado Paulo Fiorilo (PT/PCdoB/PV), se identificando como Presidente.

De qualquer forma, fica claro que os deputados estaduais de São Paulo precisam iniciar os trabalhos e concluir em até 120 dias. Caso não consigam, podem prorrogar os trabalhos por igual período.

- Continua depois da publicidade -
Ad image

Deputados Estaduais Efetivos que devem trabalhar na nova CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas da Alesp: 9 já definidos

  • Lucas Bove (PL)
  • Tenente Coimbra (PL)
  • Luiz Claudio Marcolino (PT/PCdoB/PV)
  • Paulo Fiorilo (PT/PCdoB/PV)
  • Dirceu Dalben (PSDB/Cidadania)
  • Altair Moraes (REPUBLICANOS)
  • Guto Zacarias (UNIÃO)
  • Fábio Faria de Sá (PODE)
  • Leonardo Siqueira (NOVO)

SUPLENTES (Resta uma vaga a ser preenchida)

  • Alex Madureira (PL)
  • Dani Alonso (PL)
  • Dr. Jorge do Carmo (PT/PCdoB/PV)
  • Luiz Fernando T. Ferreira (PT/PCdoB/PV)
  • Carla Morando (PSDB/Cidadania)
  • Jorge Wilson Xerife do Consumidor (REPUBLICANOS)
  • Solange Freitas (UNIÃO)
  • Marcelo Aguiar (PODE)

Segunda CPI de Pirâmides de Criptomoedas no Brasil

Agora em âmbito estadual, a CPI das Criptomoedas que começa em 2026 na Alesp é a segunda em território nacional.

Isso porque, na Câmara dos Deputados, em 2023, uma outra investigação parlamentar também apurou os golpes. Na ocasião, sob a presidência do Deputado Aureo Ribeiro (SD-RJ), os trabalhos indiciaram uma séria de golpes cometidos em todo território nacional.

Com a nova investigação, entretanto, os trabalhos devem focar nas fraudes ocorridas apenas no território paulista.

MARCADO:
Seguir:
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4).