Criador do Twitter pede doação em Bitcoin contra violência policial na Nigéria

Matheus Henrique
Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias...
3 min de leitura
Protestos contra a unidade SARS da polícia da Nigéria.

Jack Dorsey, criador e CEO do Twitter, é uma personalidade muito importante em diferentes setores, incluindo no criptomercado e em causas sociais. Unindo esses dois setores mais uma vez, Jack incentivou doações de Bitcoin para uma campanha nigeriana contra a brutalidade policial que acontece no país.

- Continua depois da publicidade -
Ad image

Em seu perfil pessoal, o criador do Twitter postou uma mensagem em apoio a um outro perfil, pedindo doações para a campanha EndSARS, que tem como objetivo ajudar a lutar contra casos de violência policial cometidas contra um grupo específico do governo.

Os protestos contra o Special Anti-Robbery Squad (SARS) do governo da Nigéria tem se tornado cada vez mais fortes e comuns no país africano. Os manifestantes estão buscando doações para manter a luta pela causa, principalmente em Bitcoin e outras criptomoedas para poder evitar as recentes sanções do governo.

O SARS nasceu como uma unidade especial da Polícia Nigeriana para combater roubos e assaltos e até mesmo teve como um dos principais objetivos ajudar a combater crimes cibernéticos. No entanto, a força tarefa está sendo acusada de ter “se rebelado” e ter se tornado quase que uma milícia. Há várias denuncias de que o SARS está envolvido em extorsões e realizou várias prisões falsas nos últimos anos, tudo como tática de intimidação.

- Continua depois da publicidade -
Ad image

As acusações chegarem em um ponto que acabou exigindo ação popular, com centenas de milhares de pessoas envolvidas em conflitos com os policiais, o que acabou resultando em diversas mortes.

Doações em Bitcoins são importantes

Várias pessoas realizaram diversas doações para a causa, com nigerianos doando de dentro e de fora do país. Cerca de 37 milhões de nairas (por volta de R$ 541 mil) através de doações tradicionais do Flutterware, um processador de pagamentos do país.

Desde o começo da semana os problemas com a Flutterware começaram, com fontes informando que o Banco Central da Nigéria obrigou a empresa a parar de aceitar as doações.

Com isso, começou uma campanha nas redes sociais para que doações sejam feitas em Bitcoin, evitando que os pagamentos sejam regulados novamente pelo Banco Central e evite que o dinheiro arrecadado chegue aos organizadores do grupo.

O governo do país anunciou que a dissolução do SARS, mas os protestos ainda continuam, com os manifestantes alegando que apenas desfazer o grupo policial não é o suficiente para evitar as perseguições e a violência cometida pelos agentes da lei.

Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
Sair da versão mobile