Criptomoedas avançam entre investidores brasileiros e já estão presentes em 16% das carteiras no país

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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As criptomoedas seguem ampliando espaço no mercado financeiro brasileiro e já fazem parte da carteira de 16% dos investidores do país, segundo pesquisa divulgada pelo Mercado Bitcoin em parceria com a Opinion Box. O levantamento mostra ainda que 56% das pessoas que nunca investiram em criptoativos afirmam ter interesse em entrar nesse mercado futuramente.

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Os dados reforçam um movimento de amadurecimento do setor no Brasil, especialmente em um cenário em que investidores continuam mantendo perfil conservador e priorizando segurança na hora de aplicar recursos. De acordo com a pesquisa, CDBs seguem como o investimento mais comum entre os brasileiros, presentes em 56% das carteiras, seguidos pela poupança, com 49%, e pelo Tesouro Direto, com 30%.

Outro ponto que chama atenção é que os ativos digitais vêm sendo incorporados como parte de uma estratégia de diversificação patrimonial, e não necessariamente como substituição dos investimentos tradicionais. O levantamento mostra que quase metade dos investidores em criptomoedas ainda mantém recursos na poupança.

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Para Carlos Akira Sato, co-founder da Fenynx Digital Assets e especialista em Mercados Regulados e Criptoativos, o mercado brasileiro de ativos digitais talvez esteja atravessando seu momento mais importante desde o surgimento do Bitcoin. “Paradoxalmente, isso não está acontecendo por causa da tecnologia, e sim, por causa do comportamento da população brasileira”, explica.

A percepção de oportunidade também aparece nos dados da pesquisa. Segundo o levantamento, 61% dos brasileiros enxergam as quedas do Bitcoin como momento favorável para compra. Entre investidores que já possuem criptoativos, esse percentual sobe para 79%.

Além disso, 82% dos investidores em criptomoedas afirmam não se arrepender de terem investido nesse mercado, enquanto 44% dizem lamentar não terem começado antes. “Durante muitos anos, o mercado tratou criptomoedas como um nicho associado a jovens hiperconectados, traders agressivos ou entusiastas libertários da tecnologia. O Brasil de 2026 mostra um cenário completamente diferente. O investidor brasileiro que começa a se aproximar do Bitcoin agora é mais maduro, pragmático, preocupado com preservação patrimonial e muito menos ideológico”, afirma Akira.

Apesar do avanço, o estudo mostra que ainda existem barreiras importantes para maior popularização do setor. Cerca de 62% dos entrevistados afirmam ter dificuldade para compreender termos técnicos ligados ao universo cripto, enquanto 76% consideram o mercado excessivamente complexo.

A regulamentação também aparece como fator decisivo para o investidor brasileiro. Segundo a pesquisa, 55% dos entrevistados consideram que atuar em uma plataforma regulamentada é o atributo mais importante na escolha de onde investir em criptoativos.

“O Banco Central do Brasil, a CVM e o Congresso Nacional deixaram de tratar os ativos digitais como um fenômeno periférico. O avanço regulatório dos prestadores de serviços de ativos virtuais, a entrada de instituições financeiras tradicionais no setor, ETFs de Bitcoin, tokenização e integração potencial com infraestrutura de pagamentos ajudam a reduzir drasticamente a percepção de risco institucional”, aponta o especialista.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.