Criptomoedas e blockchain são reconhecidos pelo MEC

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
3 min de leitura
Estudantes se divertem durante atividades. Foto: Priscilla Du Preez.

O Ministério da Educação (MEC) reconheceu o ensino superior de criptomoedas e blockchain por meio da nova lista de Cursos Tecnólogos. Com isso, universidades que já apresentam conteúdos sobre as tecnologias podem ser melhor fiscalizadas.

- Continua depois da publicidade -
Ad image

O reconhecimento em questão veio com a atualização do Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia (CNCST), em 2022. A última versão era de 2016 e ainda não reconhecia formalmente as tecnologias.

Vale lembrar que enquanto tema de interesse da sociedade, vários cursos de graduação e pós-graduação já oferecem estudos sobre criptomoedas, bitcoin e blockchain.

Criptomoedas e blockchain são reconhecidas pelo MEC, o que muda?

Tema relativamente novo para muitas pessoas no Brasil, cresce o ensino de blockchain e criptomoedas em faculdades pelo país.

E o economista Maurício Eliseu Costa Romão, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC) cuidou de analisar a inclusão dos temas no CNCST 2022. O voto do relator foi pela aprovação da inclusão não apenas das criptomoedas no catálogo, mas de vários outros temas.

- Continua depois da publicidade -
Ad image

No caso das criptomoedas, elas foram incluídas na Tabela de Convergência, no tópico “Gestão Financeira”, como “Blockchain, criptomoedas e finanças na era digital”.

Além disso, no tema de “Segurança da Informação”, a “Blockchain e criptografia digital” também foram tipificados.

Ou seja, faculdades e demais instituições de ensino superior agora tem um guia para criar cursos no setor.

Cursos na lista são regulados e podem receber avaliações do ENADE

Publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última quarta-feira (7), as medidas aprovadas pelo MEC ainda podem receber recursos em 30 dias. De qualquer forma, atualiza o catálogo de cursos superiores regulados no Brasil.

Com a regulação, é comum que o Ministério da Educação defina carga horária mínima para os cursos, assim como a infraestrutura básica para que os cursos funcionem.

O funcionamento dos cursos tecnólogos recebeu a primeira regulação em 2006, sendo hoje presença em várias instituições de ensino pelo Brasil.

Com a inclusão das criptomoedas, é possível que o MEC realize o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) nos alunos dos cursos. Regulações e supervisões educacionais também consideram o catálogo em suas ações.

Recentemente, alunos da USP venceram um concurso de criptomoedas com análise de carteiras balanceadas, indicando que o tema já é uma realidade na educação brasileira, visto que os estudantes jovens mostram cada vez mais interesse no setor.

Além disso, a regulação das criptomoedas foi aprovada pelo Congresso Nacional e aguarda sanção presidencial. Assim, mais iniciativas educacionais devem surgir no Brasil nos próximos anos, sendo o reconhecimento do MEC mais um passo.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
Nenhum comentário

Deixe um comentário

Sair da versão mobile