Crypto Clipping está mirando carteiras de criptomoedas, alerta ESET

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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Carteira de criptomoedas
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A ESET na América Latina está de olho na técnica chamada Crypto Clipping, que mira cada vez mais as carteiras de criptomoedas. O alerta da empresa chega em um momento em que muitos usuários estão buscando sacar suas moedas de corretoras, o que evidencia uma situação de risco que deve ser avaliado.

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Com o mercado de criptomoedas em baixa, é comum que muitos optem por sacar de corretoras para carteiras seguras. Essa prática de fato é recomendada para todos que detém Bitcoin ou qualquer outra moeda digital.

Na hora de colocar os ativos em uma carteira, é importante estudar para evitar que as criptomoedas caiam carteiras de criminosos, que interceptam as transações.

Crypto Clipping mira carteira de criptomoedas

O aumento no interessa pelas criptomoedas em todo o mundo fez muitas pessoas ingressarem nesse setor e comprarem suas primeiras moedas. Contudo, muitas deixam as moedas paradas em corretoras, sendo perigoso visto que empresas são alvos constantes de ataques cibernéticos.

Dessa forma, é comum que carteiras seguras de criptomoedas sejam buscadas. E essas também estão na mira dos criminosos da internet, que estão voltando suas técnicas para criar mecanismos de interceptar usuários desatentos.

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Sol González, Pesquisador de Segurança da Informação da ESET na América Latina, diz que a técnica crypto clipping é uma delas e, apesar de não ser nova, tem aumentado sua busca por carteiras de criptomoedas.

“É importante mencionar que o malware que faz uso de crypto clypping não é novo. Vimos nos últimos anos que várias das famílias de trojans bancários mais comuns na América Latina, como Casbaneiro, Mispadu, Janeleiro ou algumas variantes do Mekotio, têm usado a técnica para roubar dinheiro de carteiras. Também outras famílias de malware mais difundidas globalmente, como Agent Tesla ou outras menos populares, como BackSwap e KryptoCibule. Ainda em 2019 foi detectado malware no Google Play voltado para dispositivos móveis.”

Esse problema surge com malwares pela internet, sendo que em dezembro de 2021, pesquisadores de segurança detectaram a variante chamada Phorpiex. Essa tem como missão roubar usuários quando eles estão buscando transferir criptomoedas.

Além disso, a nova variante atrai ransomwares para os computadores das vítimas e até mineradores de Monero. Outra possibilidade é usar o computador da vítima para ataques DDoS.

Malware é perigoso, veja como evitar o problema

Esse malware já foi utilizado em campanhas de extorsão sexual, lembra González, que pedia bitcoin das vítimas após informar a elas que haviam sido flagradas assistindo conteúdos pornográficos.

“Este botnet foi responsável por uma das maiores campanhas de sextortion durante 2019. Consistia em um e-mail em que a vítima era informada de que seu computador havia sido infectado e que ela havia sido filmada visitando sites adultos. Portanto, se não pagasse uma quantia entre 300,00 e 5.000,00 dólares em bitcoins, os golpistas ameaçavam enviar aos seus contatos um vídeo visitando os sites.”

Para evitar ser pego por um crypto clipping e ter sua carteira de criptomoedas roubada, a ESET recomenda o uso de antivírus no dispositivo. Além disso, é fundamental conferir o endereço da carteira no momento da transação, visto que isso pode detectar se o endereço foi substituído ao copiar e colar.

Não instalar softwares que não sejam de fontes oficiais, evitar e-mails phishing e tomar cuidado com sites falsos também é fundamental. A última recomendação é que usuários que estejam com receio, que façam transações pequenas como teste, antes de enviar todo o valor.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.