Desembargadores brasileiros estudam apreensão de criptomoedas com especialistas dos EUA

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
3 min de leitura
Assessor internacional Om Kakani; desembargador federal Fausto De Sanctis; agente especial Michael Wheeler; diretor da Emag, desembargador federal Nino Toldo; agente especial Eric Yingling; advogada Julia Jarrett; juíza federal Virgínia M. Covington (Foto: Acom/TRF3).
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Um grupo de juízes e desembargadores federais do Brasil estudaram na última semana sobre técnicas de apreensão de criptomoedas com especialistas dos Estados Unidos, que vieram ao país.

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Promovido pela Escola de Magistrados da 3.ª Região, o curso “Treinamento em apreensão de criptomoedas para desembargadores e juízes“, o encontro ocorreu em duas datas. Com início de 7, o evento finalizou no dia 8 de novembro, com carga horária de sete horas.

Essa capacitação é mais uma que ocorre no Brasil no último ano entre autoridades brasileiras e norte-americanas. Nos EUA, vale lembrar, muitas operações contra golpes restaram deflagradas nos últimos anos.

Desembargadores do Brasil estudam sobre apreensão de criptomoedas com especialistas dos EUA

Juízes e desembargadores do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região se capacitaram em criptomoedas. Esse tribunal atende as regiões de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

De acordo com Assessoria do TRF3, as palestras contaram com a participação de vários especialistas sobre o tema. Um deles é o desembargador federal Fausto De Sanctis.

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Além disso, representando os Estados Unidos, estão os especialistas, juíza federal Virgínia M. Covington (Estado da Flórida), a advogada Julia Jarrett (Departamento de Justiça), os agentes especiais Michael Wheeler e Eric Yingling e, por fim, o assessor internacional para Crimes Cibernéticos e Propriedade Intelectual, Om Kakani.

Mesa do curso Treinamento em apreensão de criptomoedas para desembargadores e juízes
Mesa do curso “Treinamento em apreensão de criptomoedas para desembargadores e juízes”. Foto: Acom/TRF3.

A advogada Julia Jarrett apresentou para os magistrados brasileiros os conceitos introdutórios das criptomoedas.

Já o agente Michael Wheeler apresentou sobre como funcionam as corretoras de criptomoedas e seus processos de KYC e AML.

No dia 8, o agente Eric Yingling mostrou os conceitos básicos de rastreio de blockchain para localizar criptomoedas.

Por outro lado, a juíza Virgínia Covington mostrou aos brasileiros como são as melhores práticas internacionais para se rastrear criptomoedas. Ela participou ainda do encerramento do evento, que mostrou sobre como analisar evidências digitais e como acionar órgãos internacionais para cooperação em investigações envolvendo criptomoedas.

Desembargador brasileiro elogiou apresentação de norte-americanos

Também palestrante no evento, o desembargador Fausto De Sanctis elogiou o conhecimento apresentado pelos norte-americanos que vieram ao Brasil.

“Os norte-americanos possuem uma expertise, com cerca de mil agentes atuando nessa área e o contato com juízes e autoridades pode viabilizar futuras cooperações internacionais.”

O curso foi viabilizado pelo Consulado dos EUA em São Paulo, que acionou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para promover a capacitação. O evento ocorreu apenas em modalidade presencial, fechado aos participantes.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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