Diretor da PREVIC diz não ter nada contra criptomoedas, após veto a fundos de pensão brasileiros

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
4 min de leitura
Diretor de Normas da PREVIC em fala pública. Foto: YouTube/ANCEP.
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O atual Diretor de Normas da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), declarou em um novo evento que não tem nada contra as criptomoedas. Em São Paulo, o “VI Seminário Previdência Complementar em Debate” ocorreu no dia 31 de outubro de 2024.

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Sua fala ocorreu durante participação em um evento público no dia 31 de outubro de 2024. Na ocasião, o mercado tomou nota que a PREVIC vetou os fundos de pensão brasileiros de investirem em bitcoin e outras criptomoedas.

O seminário contou com a presença de membros do Governo, ligados ao Ministério da Previdência Social e da CVM, e de bancos como Itaú, Bradesco, Santander e XP. O evento contou com patrocínio do Banco do Brasil, Mapfre, BNP Paribas, entre outros.

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“Diretor de Normas da PREVIC diz não ter nada contra às criptomoedas, mas que precisam de mais testes”

Durante o painel sobre regulação, a autarquia defendeu a ampliação do cardápio de investimentos como opção para que as entidades fechadas de previdência complementar tenham condições e oportunidades de alocações ótimas em seus portfólios de investimento. O evento foi realizado pela Associação dos Fundos de Pensão e Patrocinadores do Setor Privado (APEP) e o Instituto Brasileiro de Previdência Complementar e Saúde Suplementar (IPCOM).

Para o diretor de Normas da PREVIC, Alcinei Rodrigues, o setor não está adaptado à Resolução CVM 175, que tem etapas de implementação (uma delas neste mês de novembro). “A minuta de adaptação apresentada pela PREVIC ao Ministério da Fazenda, em abril de 2024, é fruto de uma análise criteriosa do mercado de investimentos e suas transformações, inclusive as novas demandas da CVM 175, que trouxe novos produtos para que os investidores possam fazer suas aplicações“, disse. A minuta foi construída após intenso processo de diálogo com a comunidade previdenciária no âmbito das 17 iniciativas da Agenda de Reformas Financeiras. Foram ouvidas as 10 maiores entidades e as 30 menores e a autarquia participou de comitês de discussão em todo o Brasil, além de reuniões regionais com as fundações.

Alcinei Rodrigues defendeu ainda a ampliação do cardápio de investimentos. “A diversificação apresentada na minuta formulada pela PREVIC é estratégica para ter uma relação risco/retorno atrativa“, explicou. Em produtos como Fiagro e créditos de carbono, a PREVIC estabeleceu limites de aplicação para estimular maior diversificação e diminuir o risco.

Já em relação aos criptoativos, classe composta do bitcoin e outras criptomoedas, a autarquia pretende realizar testes antes de concordar com a permissão dos investimentos. “Não somos contra pela sua natureza, mas porque é um produto novo e precisa ser avaliado por mais tempo. Temos de ser prudentes e conservadores, pensando na solvência e na higidez do sistema“, apontou o diretor de Normas.

Enquanto Brasil testa, mundo avança em implementações

Nos últimos dias, enquanto a PREVIC ainda confirmava o veto de investimentos ao mercado de criptomoedas no Brasil por fundos de pensão, o mundo acompanhou grandes avanços no tema. Nos EUA, por exemplo, o CFO do Estado da Flórida endossou publicamente uma ‘Reserva Estratégica de Bitcoin’. No documento, ele pressiona fundos de pensão para “bombeiros, professores e policiais” a comprar bitcoin.

Já no Reino Unido, o primeiro fundo de pensão britânico investiu em Bitcoin na última segunda-feira (4), indicando que a adoção já chegou nos países de primeiro mundo. Enquanto isso, fundos brasileiros seguem impedidos de realizarem aportes no mercado.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.