Empresas de criptomoedas em crise, veja lista de quem demitiu em 2022

Matheus Henrique
Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias...
7 min de leitura
Homem triste enquanto segura moeda de Bitcoin enquanto olha para computador.

Não é segredo que o mercado de criptomoedas está passando por uma de suas maiores crises dos últimos anos. Infelizmente a crise também é uma das mais brutais e isso vem causando um efeito catastrófico para todos os envolvidos no setor, principalmente funcionários que vêm perdendo seus empregos.

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2022 foi marcado por alguns dos maiores colapsos em empresas renomadas, diferente de anos anteriores onde golpes foram a principal causa das crises, dessa vez as companhias que demonstravam confiança foram as vilãs.

Para piorar a situação, tivemos uma queda seguida por outra, primeiro com o desastroso colapso da LUNA e recentemente o ainda mais grave caso da FTX. Com isso, desde Abril do ano passado as empresas vem demitindo funcionários para diminuir custos e se manterem abertas, causando uma verdadeira crise laboral no mercado.

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Empresas perderam até 60% de seus funcionários

Com a esperança de se manterem vivas por mais um tempo, várias empresas responderam à crise diminuindo o quadro de funcionários, com isso houve uma sequência de demissões em massa, atingindo de empresas menores até as maiores. O CoinDesk criou uma lista para visualizar a quantidade absurda de funcionários que perderam o emprego durante o atual inverno cripto.

A CoinFLEX perdeu cerca de 60% dos seus funcionários no dia 29 de julho de 2022. Já a Coinbase, no dia 14 de junho do ano passado, demitiu 1.100 funcionários, um dia antes (13) a BlockFi demitiu 400.

A onda de demissões durou até o fim do ano, com a Kraken demitindo 1.100 funcionários no dia 30 de novembro. A primeira semana de 2023 viu a Silvergate Capital cortando 40% da sua força de trabalho. 

Notícias recentes também apontaram para uma demissão em massa pela Wyre. Enquanto o mercado continuar com essa pressão de queda constante, veremos esse cenário se repetir durante 2023.

Vítimas do inverno das criptomoedas em 2022

A lista feita pelo CoinDesk conta com um total de 45 empresas que realizaram demissões em massa desde abril de 2022.

Em ordem cronológica das demissões foram:

  • 4 de abril, a Bitmex demitiu 74 de seus funcionários;
  • 24 de maio, a argentina Buenbit cortou 45% do seu quadro de trabalhadores;
  • 26 de maio, a Bitso demitiu 80 funcionários;
  • 2 de junho, corretora do oriente médio Rain demite dezenas;
  • 3 de junho, a brasileira 2TM, dona do Mercado Bitcoin, demitiu mais de 80 de seus funcionários;
  • 20 de junho, a exchange Bybit reduziu o quadro de funcionários em 30%;
  • 24 de junho, a europeia Bitpanda demitiu 270 pessoas;
  • 27 de junho, Banxa, da Austrália, demite 70;
  • 28 de junho, a gigante Huobi Global anuncia redução de 30% no quadro de funcionários após queda de lucros devido à pressão regulatória da China;
  • 1 de julho, Ignite cortou pela metade o seu número de funcionários;
  • 4 de julho, Celsius Network demitiu 150 pessoas em meio a uma restruturação. Meses depois, a Celsius começou a ser acusada de ser um esquema de fraude;
  • 5 de julho, a Bullish.com demitiu 10% da sua equipe;
  • 7 de julho, Compass Mining diminuiu salários de executivos e demitiu 15% dos funcionários;
  • 14 de julho, OpenSea, maior mercado de NFTs despediu 20% da sua equipe;
  • 21 de julho, Blockchain.com demitiu 150 pessoas, quase 25% da sua equipe;
  • 2 de agosto, Robin Hood Markets demitiu 700 funcionários;
  • 11 de agosto, mineradora Core Scientific demitiu 10% da sua equipe;
  • 17 de agosto, Genesis Global demitiu 260 pessoas;
  • 1 de setembro, a 2TM passa por uma segunda onda de demissões, demitindo mais 100 colaboradores;
  • 1 de setembro, a rede social SNAP demitiu o seu time de web3, cerca de 1.400 funcionários;
  • 16 de setembro, a TrueLayer demitiu 45 funcionários;
  • 23 de setembro, a equipe Stakefish perde 25% dos seus funcionários logo após a atualização do Ethereum;
  • 1 de outubro, WazirX demite entre 50 a 70 funcionários, 40% da sua equipe;
  • 6 de outubro, Crypto.com demite 2.000 funcionários;
  • 11 de outubro, GSR cortou 10% do seu quadro de funcionários;
  • 13 de outubro, a gigante NYDIG demitiu cerca de 110 funcionários, 33% da sua equipe;
  • 1 de novembro, Galaxy Digital cortou 1/5 do quadro de funcionários;
  • 2 de novembro, Digital Currency Group cortou 13% da sua equipe;
  • 2 de novembro, BitMex demitiu 20% de seus funcionários;
  • 2 de novembro, Dapper Labs reduziu o número de empregados em 22%;
  • 3 de novembro, processadora de pagamentos Stripe demitiu 1.000 funcionários;
  • 4 de novembro, desenvolvedoras de jogos Web3 Mythical Games demitiu 10% da sua equipe;
  • 9 de novembro, Meta Plataforms demitiu 11 mil pessoas. A maior demissão durante todo o ano;
  • 10 de novembro, Coinbase demitiu mais 60 funcionários;
  • 18 de novembro, a firma de serviços financeiros Unchained Capital cortou 15% da equipe;
  • 24 de novembro, Lemon Cash, da Argentina, dispensou 100 funcionários;
  • 30 de novembro, Kraken cortou 30% da sua equipe, cerca de 1.100 pessoas;
  • 5 de dezembro, Bybit demitiu mais 250 funcionários;
  • 5 de dezembro, Swyftx demitiu 90 pessoas;
  • 9 de dezembro, Amber Group demitiu cerca de 300 pessoas, 40% da sua equipe.

É fácil entender que 2022 foi um ano brutal para as empresas de criptomoedas e principalmente para os funcionários. O caso da FTX, Celsius, Luna e agora a mesma preocupação com a Gemini foram sinais fortes dessa crise, que, infelizmente até o momento, parece que não está só no médio prazo e por persistir durante 2023.

Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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