EUA impõe sanções contra corretora de bitcoin pela primeira vez na história

Matheus Henrique
Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias...
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Os Estados Unidos costumam aplicar sanções econômicas contra diferentes países contrários às suas políticas ou indivíduos que ameaçam a segurança do país, mas um caso recente abriu um precedente muito interessante e importante para o criptomercado: Pela primeira vez as autoridades dos EUA colocaram na lista negra de sanções uma corretora de criptomoedas de outro país. 

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De acordo com as notas oficias do Departamento do Tesouro dos EUA,o departamento sancionou a exchange de criptomoedas russa Suex.io, como parte da estratégia de combate a ataques de ransomware.

O Departamento listou a corretora na Lista de Nacionais Especialmente Designados por supostamente ter sido usada como forma de facilitar transações de ataques ransomware nos EUA.

Esse tipo de designação é geralmente feita contra criminosos, principalmente traficantes e suspeitos de estarem ligados com grupos terroristas.

Com isso, a Seux.io fica “fora” das empresas que os cidadãos e empresas dos EUA podem fazer qualquer tipo de negócio, cortando ela totalmente do ecossistema dos Estados Unidos. Quem utilizar o serviço que está sob sanção pode ser penalizado com multa e em alguns casos até mesmo ser preso.

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Ransomwares

Durante uma conferência de imprensa, o Delegado da Tesouraria Adewale Adeyemo, afirmou que a Suex facilitou as transações de pelo menos oito variantes de ataques de ransomware.

Com isso, o departamento acredita que pelo menos 40% do volume de transações da Suex estava associado com endereços ligados a conhecidos suspeitos de ataques.

“Corretoras como a Suex são fundamentais para a possibilidade dos atacantes extraírem seus lucros dos ataques realizados. A ação de hoje sinaliza a nossa intenção de expor e quebrar a infraestrutura ilícita usada por esses ataques.”

De acordo com o The Block, a empresa de análise de blockchain Chainalysis ajudou o Departamento na investigação da Suex.

A empresa afirma que descobriu que a corretora tinha recebido mais de US$ 160 milhões em Bitcoin nos últimos três anos. Esses fundos incluem não só transações suspeitas de endereços ligados a ataques hackers, mas também depósitos de mercados da darknet, principalmente do mercado Hydra, o maior mercado negro da Rússia e possivelmente o maior do mundo.

Com isso, a ideia é interromper os ataques hackers ao romper com a infraestrutura e a cadeia de suprimento dessas organizações. No entanto, como falamos no começo do texto, abre um precedente importante para o criptomercado, abrindo brecha para que no futuro os EUA possam criar sanções contra corretoras por motivos diferentes de suspeitas de ataques hackers.

Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.