Gregório Duvivier chama Bitcoin de conto do vigário

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
4 min de leitura

O humorista e escritor Gregório Duvivier chamou o Bitcoin de “conto do vigário” em coluna criticando a corrupção no Rio de Janeiro. Publicado pela Folha de São Paulo na última terça-feira (8), ainda comparou a moeda digital ao “jogo do bicho”.

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A corrupção no estado do Rio de Janeiro de fato segue em alta no Brasil, envolvendo governadores e prefeitos. Por lá, o estado segue assistindo ao caos, que parece não ter mais fim.

Carioca, Gregório Duvivier é um dos criadores do “Porta dos Fundos”. Para ele, o carioca tem sido o “otário do Brasil”, após gestões ruins de autoridades eleitas pela população local.

Gregório Duvivier chama Bitcoin de conto do vigário ao criticar corrupção no Rio de Janeiro

O Bitcoin é uma moeda digital que funciona pela internet. Com transações descentralizadas, não tem um controle central. Contudo, o preço do Bitcoin é alvo de críticas por ter uma grande volatilidade.

O Porta dos Fundos, inclusive, fez um episódio especial sobre o Bitcoin, destacando a forte oscilação da moeda, em 2018. Agora o Bitcoin voltou a ser alvo de críticas de um dos criadores do programa de humor.

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De acordo com uma coluna de Gregório Duvivier, “não há brasileiro mais inocente que carioca, cai em qualquer conto, do jogo do bicho à Bitcoin“. Foi assim que ele descreveu a moeda digital, ao apontar a corrupção do Rio de Janeiro.

Dessa forma, ele afirmou que uma suposta ingenuidade dos seus conterrâneos os levaria a acreditar em Bitcoin. Ao utilizar da ironia, Gregório apontou que as mesmas pessoas que acreditam na moeda digital, são responsáveis por eleger corruptos.

Gregório ainda citou que a cidade do Rio poderia até se tornar uma cidade-estado, uma chamada Autonomia Carioca. Por fim, afirmou que assim o Brasil se livraria do maior esquema de pirâmide jamais visto. A coluna de Gregório é publicada pela Folha de São Paulo todas às terças.

Bitcoin é um esquema ou golpe? Moeda ainda é mal vista por falta de estudo

O Bitcoin foi criado por Satoshi Nakamoto em 2009, como uma tecnologia de pagamentos digitais. Ao criar a moeda, Satoshi atraiu a comunidade de tecnologia que defende a liberdade da internet. De lá para cá, a moeda cresceu e amadureceu, mas ainda é vista com desconfiança por pessoas que ainda não a compreendem.

Essa falta de compreensão sobre o Bitcoin já o levou a ser associado a esquemas de pirâmides financeiras. Além disso, algumas pessoas acreditam que com essa moeda terão um enriquecimento rápido, devido a sua valorização histórica nos últimos anos.

De fato, a falta de compreensão sobre o assunto ainda é comum, mas a tecnologia é nova no mundo. Dessa forma, mesmo sendo associado ao “jogo do bicho”, o Bitcoin continua funcionando, com transações em todo o mundo.

O alegado “conto do vigário”, na visão de Gregório, já é utilizado na África por pessoas que fogem da inflação e possuem dificuldades no acesso aos bancos, tendo até um documentário na Amazon sobre isso. A moeda digital, inclusive, tem salvado pessoas da fome em países do continente.

Além disso, tem sido utilizado como reserva de valor por grandes empresas e pessoas. Dessa forma, é comparado com o ouro como proteção ao patrimônio. Ou seja, o Bitcoin tem tudo para não ser um golpe, mas sim a primeira moeda digital independente dos governos, estes sim, suscetíveis a corrupção.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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