Hacker é indiciado por lavagem de dinheiro com Bitcoin e pode pegar 20 anos de cadeia

Matheus Henrique
Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias...
4 min de leitura

O Bitcoin, infelizmente, é associado a atividades criminosas de diferentes tipos, principalmente os cibernéticos. Parar piorar ainda mais essa correlação, um hacker de Nova York foi indiciado a crimes envolvendo mais e US$ 100 milhões em Bitcoin. Entre os crimes estão o tráfico de dados de cartões de crédito, invasão de sistemas e lavagem de dinheiro com bitcoin.

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De acordo com um artigo da Forbes, Vitalii Antonenko, de 28 anos, foi preso assim que chegou no Aeroporto Internacional de Nova York em março do ano passado. A acusação era de lavagem de dinheiro e a prisão foi decretada após as investigações o ligarem com duas carteiras de Bitcoin que tiveram mais de US$ 94 milhões em transações.

Desde então o ucraniano estava em prisão temporária aguardando indiciamento e o inicio dos julgamentos. Nessa semana, mais de um ano após a prisão, Antonenko foi indiciado pela promotoria de Nova York.

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A acusação de crimes por seus crimes pode gerar uma condenação de 20 anos de cadeia mais uma multa de até US$ 500 mil (pouco mais de R$ 2,6 milhões). Segundo a acusação, o golpista, junto de outros comparsas realizavam diferentes ataques em computadores que estariam vulneráveis na rede para roubar dados pessoais, principalmente relacionados à cartões de crédito e débito.

Esse tipo de informação é muito valioso no que chamam de dark web, o mercado negro da internet. Os hackers roubam os dados e depois vendem aos montes para outras pessoas que podem usar essas informações para diferentes tipos de golpes e ataques.

Infelizmente, a maioria das pessoas não se preocupa com a segurança dessas informações e até mesmo algumas empresas acabam vazando esses importantes dados.

Bitcoin e as atividades ilegais

Hacker. Imagem: Cortesia Pixabay
Hacker. Imagem: Cortesia Pixabay

Uma das narrativas dos detratores do Bitcoin é justamente que a moeda não pode ser “liberada” porque é utilizada por criminosos e até mesmo por grupos terroristas. Histórias como a de Antonenko não ajudam em nada a desvencilhar o BTC desse tipo de atividade.

No entanto, vale sempre ressaltar que durante a investigação também foi descoberto que Antonenko utilizava cartões de débito e transferências bancárias para receber dinheiro por seus ataques.

Criptomoeda Monero
Monero tem se tornado a preferida entre os hackers, já que o Bitcoin é muito fácil de ser rastreado.

Apesar do Bitcoin ser utilizado para atividades ilícitas, os tempos de Silk Road já se passaram e a moeda evoluiu consideravelmente desde então e vem assumindo uma posição muito mais séria com um amadurecimento do ecossistema.

Atualmente, menos de 1% do volume de negociação do BTC é utilizado em atividades ilegais.

Até mesmo os hackers estão percebendo que o Bitcoin é fácil demais de ser rastreado e por isso estão mudando a sua moeda de preferência.

Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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