Hackers chantageiam corretora e gastam milhões em taxas de Ethereum

Francisco Memoria
Francisco Memoria
Francisco juntou-se à comunidade crypto em 2016, altura em que começou a escrever para várias publicações na área, incluindo Bitcoin.com, CCN, e The Merkle, entre outras....
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Hacker. Imagem: Cortesia Pixabay

Várias transações na rede do Ethereum com taxas de transação muito superiores ao necessário – até milhões de reais – têm criado muita especulação. Uma empresa de análise de blockchain afirma agora que são hackers que estão chantageando uma corretora de criptomoedas.

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Como noticiado no Livecoins, recentemente uma misteriosa transação com Ethereum surgiu na rede, com alguém pagando R$ 12 milhões para mover apenas R$ 900 em Ethereum numa transação.

Depois desta houveram outras transações com taxas de até 2,000 ETH (R$ 2,3 milhões), movendo quantias relativamente pequenas.

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Dovey Wan, parceira fundadora da Primitive Crypto, comentou nas redes sociais que o endereço de onde as transações vêm tem muitas entradas e saídas, o que sugere ser de uma corretora de criptomoedas.

Da Hongfei, co-foundador do NEO, uma criptomoeda que compete com a Ethereum na criação de contratos inteligentes e aplicações descentralizadas, disse que o fato poderia estar relacionado com hackers chantageando algumas corretoras de criptomoedas.

De acordo com a Chainnews, um site chines sobre criptomoedas, a firma de análise de blockchains PeckShield revelou que de fato, o que está a acontecendo é chantagem por parte de hackers a uma corretora, naquilo que eles nomearam como “ataque de ransomware sob o preço do gas.”

Uma quantidade de Gas é cobrada em toda transação que ocorre na rede Ethereum, assim como toda vez que algum smartcontract é executado na rede.

Hackers podem ter Controle de carteira Ethereum

A teoria da PeckShield afirma que um grupo de hackers ganhou acesso à chave privada da carteira de Ethereum de uma corretora de criptomoeda, mas devido à segurança da mesma , eles podem enviar fundos apenas a endereços de uma lista segura.

https://twitter.com/VitalikButerin/status/1271464428375027712

Assim, os hackers decidiram começar a enviar transações com milhões em taxas para pressionar a corretora a negociar com eles um resgate, ameaçando esvaziar a carteira caso a corretora não o faça.

O Ethereum é enviado em massa na taxa de transação e não no conteúdo da mesma pois o recipiente, por estar numa lista aprovada, poderia devolver os fundos à corretora.

Os hackers podem ter tido acesso à carteira da corretora através de um esquema de phishing, mas estão impedidos de mover os fundos para qualquer carteira por serem necessárias várias chaves para tal, tendo eles apenas acesso a uma.

Ainda não foi revelado o porquê de a corretora não mover os fundos. É possível que tenham perdido acesso a carteira num todo quando os hackers conseguiram acesso.

Francisco juntou-se à comunidade crypto em 2016, altura em que começou a escrever para várias publicações na área, incluindo Bitcoin.com, CCN, e The Merkle, entre outras. Apoia o libertarismo, e é grande fã e tecnologia.
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