Hackers roubam contas do GitHub para minerar criptomoedas

Matheus Henrique
Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias...
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Hackers.
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Cryptojacking é uma atividade ilegal em que hackers infectam computadores e usam o poder computacional deles para minerar criptomoedas sem o consenso do dono do dispositivo. Mas o que é “Freejacking?”, um grupo de hackers foi descoberto recentemente usando essa tática para minerar criptomoedas pequenas usando contas gratuitas do GitHub e outros sites que oferecem contas de teste.

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De acordo com um relatório divulgado pelo The Register, uma operação furtiva de mineração de criptomoedas foi descoberta usando milhares de contas gratuitas no GitHub, Heroku e outros equipamentos de DevOps para minerar tokens digitais. A atividade, claro, é ilegal, já que vai contra as políticas das plataformas que estão sendo afetadas.

Mais especificamente, os pesquisadores descobriram que mais de 30 contas de DevOps GitHub, 2.000 Heroku e 900 Buddy estão com o problema.

A tática usada pelos criminosos é chamada de “freejacking” e envolve usurpar o poder de computação alocado para contas de avaliação gratuitas em plataformas de serviço de integração e implantação contínuas (CI/CD).

Criminosos mineraram um pequeno valor em criptomoedas

O curioso é que as criptomoedas que estão sendo mineradas pela operação do grupo são consideradas de lucros baixíssimos. Os pesquisadores notaram que a gangue atualmente minera as criptomoedas: Tidecoin Onyx, Surgarchain, Sprint, Yenten, Arionum, MintMe e Bitweb. Todas são moedas desconhecidas, de baixo valor e com baixa possibilidade de lucro.

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Da mesma forma, o ataque, por cada conta usada, causa pouco prejuízo para os servidores afetados, não custando mais do que algumas dezenas de dólares por mês para as empresas. O relatório estima que cada uma dessas 30 contas gratuitas do GitHub custam à gigante da Microsoft US$ 15 por mês, e as contas de nível gratuito da Heroku, Buddy e outras custam aos provedores entre US$ 7 e US$ 10 por mês.

No entanto, vale ressaltar que, caso eles aumentassem o escopo do ataque, esses preços subiriam consideravelmente para esses servidores.

Então o que será que o grupo pretende com esses ataques de baixa escala e que não geram quase nenhum lucro? Para alguns envolvidos na pesquisa desses ataques, o grupo pode estar se preparando para o futuro.

Especialistas acreditam que golpe pode ganhar mais força

Enquanto a movimentação toda é um mistério e não se sabe se a operação não é lucrativa só porque os atuantes nela não conseguiram algo melhor, suspeita-se que eles estejam apenas se aquecendo e usando o esquema de escala relativamente pequena como uma cortina de fumaça para algo muito mais lucrativo.

“Podemos dizer com uma confiança média que o ator está testando moedas diferentes. Esta operação em larga escala pode ser um chamariz para outras atividades nefastas.”, disseram os pesquisadores ao The Register

Os pesquisadores acreditam que é possível que eles utilizem a tática de freejacking para ataques diretos em redes maiores, como o Monero e o Bitcoin.

Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.