Corona Coin: Criptomoeda surge com proposta de lucrar em cima do coronavírus

Jeferson Scholz
Jeferson Scholz
Jornalista. Escrevi dois artigos acadêmicos publicados no congresso de comunicação INTERCOM, e fui diretor do documentário universitário "Planeta dos Desmortos - O Mito Zumbi".
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Na medida em que o coronavírus se espalha ao redor do mundo e adquire ares de epidemia, a economia global começa a sentir diretamente seus impactos. Isso não é diferentes dentro do mercado de criptomoedas, na medida em que ativos digitais têm, hora se beneficiado, hora sido prejudicados pela doença.

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Entretanto, um token surgido recentemente tem uma proposta que pode ser considerada, no mínimo polêmica: levantar lucros a partir do aumento da infecção.

Batizado de Coronacoin (NCOV), trata-se de token ERC20, baseado na Blockchain do Ethereum (ETH). A ideia por trás de seu conceito é a seguinte:

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Para cada pessoa viva no mundo, existe uma criptomoeda. A cada 48 horas será queimado um determinado montante de ativos, dependendo do número de vítimas infectadas pelo coronavírus.

Assim, devido a lei de oferta e procura, aqueles que tiverem investido no recurso “podem se beneficiar na medida em que ele diminui.”

Pela lógica, muitos especialistas acham difícil que a ideia tenha grande sucesso. Isso porque seria preciso esperar para haver um aumento de pessoas infectadas, o que faria o preço do token subir. E para contornar o lado politicamente incorreto da ideia, o site oficial da Coronacoin diz que parte de seus lucros será dada para a Cruz Vermelha, para ajudar a combater a doença.

Coronacoin vendido em corretoras

A Coronacoin já está disponível para a venda em corretoras descentralizadas. O token figura atualmente é listado no CoinGecko, que classifica diferentes tipos de tokens e criptomoedas. Algumas exchanges permitem, inclusive, a troca do ativo por Ethereum. Outra informação importante é que a MetaMask poderá ser usada como sua carteira.

Entre os milhares de casos do coronavírus registrados atualmente destacam-se 355 novos no Japão, além de 2.009 novas confirmações advindas da China.

O país também conta com um total aproximado de 68 mil pessoas infectadas, e um total de 1.665 mortes causadas pelo vírus. Mas apesar destes números, pela terceira semana seguida há uma queda com relação a doença no local que pode ser considerado o seu epicentro.

Logicamente a ideia de criar uma criptomoeda baseando-se no vírus dividiu opiniões, sobretudo pelo caráter moralmente questionável da atitude. No entanto, há uma expectativa interessante com relação a evolução do ativo.

Enquanto o coronavírus tem assustado o mundo todo na medida em que novos casos são registrados em diferentes países, sabe-se que essa epidemia é controlável. Por isto pode ser interessante contar com os fundos que o ativo pode levantar para combate-la.

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Jornalista. Escrevi dois artigos acadêmicos publicados no congresso de comunicação INTERCOM, e fui diretor do documentário universitário "Planeta dos Desmortos - O Mito Zumbi".
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