“Estou devastado”, investidor perde R$ 4.5 milhões em Bitcoin por erro bobo

Vinicius Golveia
Vinicius Golveia
Formado em sistema da informação pela PUC-RJ e Pós-graduado em Jornalismo Digital. Conhece o Bitcoin desde 2014, atuando como desenvolvedor de blockchain em diversas empresas. Atualmente...
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Investidor perde 4 milhoes em Bitcoin (Imagem: Reprodução)

Um investidor de Bitcoin, conhecido no Twitter como ‘Rick’, compartilhou uma experiência traumática que serve como um aviso sobre os riscos de segurança digital associados ao armazenamento de criptomoedas.

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Em uma postagem no X (Twitter), ele revelou ter perdido cerca de 25 bitcoins, avaliados em R$ 4.5 milhões na cotação atual — uma fortuna que, segundo ele, foi acumulada desde 2012.

De acordo com o relato, ele usava o KeePass, um gerenciador de senhas conhecido por ter uma segurança robusta, para guardar a senha de sua carteira de Bitcoin.

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O investidor ainda não sabe exatamente como foi hackeado, mas especialísticas que tentam desvendar o caso sugerem que a segurança do KeePass foi comprometida por uma senha fraca, facilmente quebrável por ataques de força bruta.

O arquivo do KeePass estava armazenado no disco rígido de Rick, que aparentemente estava sincronizado automaticamente com a nuvem, uma configuração padrão em muitas instalações do Windows.

A sincronização automática com a nuvem pode ter criado um caminho para o hacker acessar o arquivo do KeePass. Uma vez que ele conseguiu o arquivo, o atacante provavelmente usou um ataque de força bruta para quebrar a senha fraca e acessar as chaves da carteira de Bitcoin.

Além da vulnerabilidade da senha fraca, especialistas em segurança sugerem que o hacker pode ter acessado suas informações de e-mail e redefinido suas senhas através de mensagens de texto ou e-mails de recuperação.

Estou devastado

Rick explicou que utilizava o KeePass para armazenar as frases-chave (seed phrases) de sua carteira de Bitcoin. Ele enfatiza que o KeePass não é um serviço centralizado como o LastPass, e a senha para acessá-lo só existia nas cabeças dele e de seu pai.

No entanto, ele reconhece que a senha de acesso ao KeePass era fraca, o que ele agora percebe ser insuficiente em termos de complexidade e segurança.

Em um vídeo publicado no Twitter, Rick levantou a possibilidade de um keylogger ter capturado a senha enquanto ele a digitava, permitindo que o hacker acessasse o arquivo do KeePass e, consequentemente, as frases-chave da carteira de Bitcoin.

Ele também menciona a possibilidade de ter sido vítima de uma clonagem de celular (SIM swap), mas admite não ter certeza de como exatamente o ataque ocorreu.

O investidor disse que estava ciente dos benefícios das carteiras de hardware e até chegou a usar uma no passado, mas expressou frustração e arrependimento por ter se tornado complacente, optando por não usar uma carteira física para armazenar seus bitcoins.

Rick também expressou indignação com aqueles que o acusam de ser um golpista, mas também agradeceu àqueles que estão oferecendo ajuda. Ele enfatizou a importância de usar carteiras de hardware e a urgência em transferir ativos de criptomoedas para armazenamento a frio, afastando-os de dispositivos conectados à internet.

No Brasil, carteiras do tipo podem ser compradas no site KriptoBr e são extremamente recomendas por especialistas em segurança.

O vídeo termina com Rick aconselhando a comunidade de Bitcoin a aprender com seu erro e a tomar medidas imediatas para proteger seus ativos. Ele reconhece a gravidade da situação e a dor que tanto ele quanto seu pai estão enfrentando, mas também expressa determinação em superar o incidente e melhorar suas práticas de segurança.

Como proteger criptomoedas?

O incidente é apenas mais um em milhares que ocorrem dia após dia no mercado de criptomoedas, com diversos investidores perdendo ativos apenas por guardá-los em locais não recomendados.

O evento também ressalta a importância de práticas de segurança rigorosas no gerenciamento de criptomoedas.

Para quem não pode comprar uma carteira física, a combinação de uma senha forte, a desativação da sincronização automática com serviços de nuvem, o uso de autenticação de dois fatores e a vigilância contra phishing são essenciais para proteger investimentos.

Formado em sistema da informação pela PUC-RJ e Pós-graduado em Jornalismo Digital. Conhece o Bitcoin desde 2014, atuando como desenvolvedor de blockchain em diversas empresas. Atualmente escreve para o Livecoins sobre assuntos de criptomoedas. Gosta de cultura POP / Geek. Se não estiver escrevendo notícias relevantes, provavelmente está assistindo alguma série.
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