Mercado Livre diz que stablecoin de Dólar já tem milhões de investidores brasileiros

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
3 min de leitura
Dólar em alta no Brasil, com símbolo do touro. Imagem IA.

O Mercado Livre, maior empresa latino americana do setor de varejo, confirmou que sua stablecoin de Dólar já tem milhões de brasileiros investindo no produto.

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Disponível através do banco digital Mercado Pago, a Meli Dólar é uma criptomoeda estável, lastreada na moeda dos EUA. Além disso, quem tem a conta Meli+ pode ganhar cashbacks na stablecoin ao realizar compras na plataforma.

Associada ao programa de fidelidade da marca, a Meli Dólar chama o interesse em um momento que o USD disparou em relação ao Real brasileiro (BRL). No fechamento da última semana, o Dólar terminou a semana na bolsa cotado em R$ 5,69.

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Com dois meses no mercado, Meli Dólar atrai milhões de investidores de stablecoin do Mercado Livre

Em conversa com a Forbes Argentina, Ignacio Estivariz, vice-presidente de serviços fintech do Mercado Livre, falou sobre a nova stablecoin do grupo. Lançada em agosto de 2024, a Meli Dólar já atraiu milhões de investidores brasileiros, declarou o executivo.

Além da disponibilidade no Brasil, a stablecoin também pode ser adquirida por investidores do México. Contudo, como o principal foco do produto é o mercado brasileiro, não há previsão de lançar a Meli Dólar na Argentina, país em que o Mercado Livre nasceu.

O motivo da compra de Meli Dólar, apontou o executivo em sua entrevista, é o de investidores se exporem a uma moeda mais segura. Além disso, outros compram a moeda para realizar compras na própria plataforma.

“Muitos compram para se expor ao Dólar, enquanto a opção de ter a stablecoin ligada ao programa de fidelidade dá um valor extra“, disse Ignacio.

Marca do Mercado Livre é muito forte no Brasil, diz executivo ao explicar vantagens sobre USDT e USDC

Nos últimos dias, a Tether comemorou os primeiros dez anos desde que lançou a USDT como uma moeda lastreada no Dólar. Assim, produziu um documentário que mostrou, entre outros pontos, que o USDT é a criptomoeda mais utilizada no Brasil.

Questionado sobre qual a vantagem da Meli Dólar para outras stablecoins como USDT e USDC, Ignacio lembrou sobre a força da marca Mercado Livre. De acordo com o executivo, todos reconhecem a empresa, sabendo que a stablecoin é uma ferramenta segura.

Estivariz destacou ainda a curiosidade dos brasileiros que facilita sua adoção às novas tecnologias financeiras. Para Ignacio o Brasil é o maior mercado de criptomoedas da América Latina, ou seja, qualquer inovação neste setor atrai muita atenção.

Sobre a relação com o Banco Central do Brasil, o executivo elogiou a inovação e abertura para fintechs que o regulador tem. Destacando uma relação próxima, o executivo do Mercado Livre diz que a empresa está próxima do BCB e sempre em diálogos.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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