Microsoft descobre malware que infectou 80 mil computadores e minera Monero

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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A gigante Microsoft emitiu um relatório de segurança informando que 80 mil computadores que rodam Windows estão infectados com um malware que minera Monero (XMR). O vírus, que tem espalhado cada vez mais, tem afetado várias versões do sistema operacional.

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Malware que minera Monero é descoberto pela equipe de segurança da Microsoft

O novo malware foi apelidado de Dexphot pela equipe que realizou a descoberta. De acordo com a Microsoft, o Dexphot atua sem que os usuários desconfiem que estão minerando Monero.

Além disso, várias versões do popular sistema operacional teriam sido afetadas. A Microsoft afirmou que o Dexphot começou a atuar em outubro de 2018, com pico de ação em junho de 2019.

A empresa afirmou, contudo, que o sistema Windows 10 está livre dessa praga por hora. Entretanto, computadores que ainda utilizam versões do Windows XP, 7 e 8 estão expostos ao vírus. Para os analistas de malware da Microsoft, o Dexphot é um vírus sofisticado.

É uma das inúmeras campanhas de malware que estão ativas em um determinado momento. Seu objetivo é instalar um minerador de criptomoedas que rouba tacitamente os recursos do computador e gera receita para os atacantes. Porém, o Dexphot mostra um grau de complexidade e supera a taxa de desenvolvimento de ameaças cotidianas, destinadas a iludir a proteção e a serem motivados a voar sob o radar em busca de lucro.

Atualização para versões mais novas do sistema operacional pode ajudar na prevenção

A Microsoft recomenda a atualização de seus produtos para versões mais novas como medida de segurança. Em janeiro de 2020 o suporte ao Windows 7 finalmente chega ao fim, ou seja, quem utiliza esse sistema operacional ou anterior, ficará ainda mais exposto.

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Além disso, manter boas condutas de navegação na web, evitando baixar qualquer arquivo suspeito pode ser importante. Neste caso do Dexphot nem os antivírus comerciais seguraram a infecção, mas convém manter um programa atualizado. Para o analista da Microsoft, são vários os tipos que programas que tentam minerar Monero, sendo o malware Dexphot apenas um deles.

É um dos inúmeros malwares [descobertos pela microsoft] que estão sendo usados para minerar Monero, roubando silenciosamente o poder de processamento e ganhando criptomoedas para hackers sem o conhecimento da vítima. No entanto, a boa notícia é que a infecção é vista se espalhando amplamente pelas máquinas Win 8, 7 e XP e não pela máquina executada pelo sistema operacional Windows 10.

A Microsoft tem lutado para mitigar esses ataques ao SO e, de acordo com relatório, tem sido eficiente. Até que a solução final chegue, cerca de 80 mil computadores já rodaram a praga virtual em junho de 2019.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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