MoGuRo culpa URPay por atrasos de pagamento

Lucas Gabriel Marins
Lucas Gabriel Marins
Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).
4 min de leitura
MoGuRo
Aprofunde-se

A MoGuRo, empresa de marketing multinível “inflada” por antigos líderes da Unick Forex, começou a atrasar os pagamentos dos clientes. A culpa, segundo Silveira Júnior (presidente do negócio) e Pablo Maestá (diretor de comunicações), seria da solução de pagamentos URPay.

- Continua depois da publicidade -
Ad image

De acordo com um vídeo divulgado pelos dois no YouTube, os depósitos de centenas de clientes foram estornados da conta Urpay da MoGuRo. “O que a gente não sabe é se esse estono foi para o cliente ou voltou para a plataforma que processa pagamentos”, disse Maestá.

A MoGuro tem 13 mil clientes, segundo comunicado compartilhado por líderes da empresa em grupos de conversa. Desse total, 9,5 mil foram ativados na plataforma que processa pagmentos.

- Continua depois da publicidade -
Ad image

A reportagem do Livecoins não localizou representantes da URPay para comentar a acusação. O espaço fica aberto.

Unick Forex também culpou URPay por atraso

Em julho do ano passado, a Unick também culpou a plataforma – que foi e é usada por boa parte das empresas investigadas por crimes contra a economia popular – pelos atrasos nos pagamentos. Na época, o líder Marcos Prata disse que a URPay não conseguia atender a demanda de clientes da empresa.

Vale destacar que, em diversos processos judiciais envolvendo o esquema criminoso montado por Leidimar Lopes, a Justiça tem determinado que a URPay também pague os clientes lesados, pois entende que a empresa é beneficiária dos valores e tem responsabilidade solidária.

Um único membro da Unick Forex, conforme o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, movimentou R$ 1 bilhão na plataforma, e o montante teria desaparecido.

MoGuRo muda regras e condiciona pagamentos a indicações

Para supostamente solucionar o atraso dos pagamentos, a Moguro cancelou saques e mudou as regras. Até então, qualquer cliente podia pedir retirada e receber o valor em 72 horas.

A partir deste mês de janeiro, no entanto, os saques passam a ser quinzenais para quem tem “binário qualificado” e mensais para os que não tem. O tal “binário qualificado” é dado ao cliente que indicou pelo menos outras duas pessoas para participar do negócio.

O saque máximo, que antes era de até US$ 5 mil, também mudou. De acordo com as novas regras, é permitido sacar apenas US$ 150.

A medida já tem recebido reclamações. “Qual empresa que alterou e postergou saques que durou?” e “pior que a Unick”, escreveram dois investidores no Telegram.

Líderes da MoGuRo abandonam o “barco”

Por causa dos problemas nos saques, antigos líderes da Unick Forex, que passaram a divulgar a MoGuRo após a queda do esquema gaúcho, deixaram de apoiar a empresa.

Eduardo Tamir da Silva, responsável pelo canal no YouTube Efatá Bitcoin, por exemplo, deletou os vídeos em que fazia referências à MoGuro.

O mesmo aconteceu com Rangel Andrade, que foi um dos maiores líderes da Unick Forex.

Presidente da Moguro, Silveira Júnior, e ex-líder da Unick Forex, Rangel Andrade. Reprodução/YouTube

MoGuRo oferece até 2,5% ao dia sobre o valor investido

A MoGuRo, inaugurada em julho de 2019, afirma em seu site atuar com venda direta e online de cursos e treinamentos sobre o mercado financeiro.

Ao adquirir os produtos, os clientes conseguiriam rendimentos de até 2,5% ao dia em cima do capital aportado.

De acordo com apresentação do negócio, as pessoas também conseguiriam lucrar por meio de indicações de outros membros.

Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).
Nenhum comentário

Deixe um comentário