MP da Bahia aciona três empresas de criptomoedas suspeitas de crime financeiro

Lucas Gabriel Marins
Lucas Gabriel Marins
Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).
4 min de leitura
MP da Bahia. Foto: Reprodução/Agência Brasil
Aprofunde-se

O Ministério Público da Bahia acionou três empresas de criptomoedas suspeitas de crime financeiro. Os negócios fazem parte do conglomerado montado pelo empresário Nivaldo Gonzaga dos Santos, fundador da Genbit.

- Continua depois da publicidade -
Ad image

As empresas citadas pelo MP da Bahia são as seguintes: New Tiger Merchant Bank Ltda, Gensa Serviços Digitais S/A e a Zurich Capital Investimentos e Partição Eireli.

O que disse o MP da Bahia?

De acordo com a promotora de Justiça Joseane Suzart, as três empresas não têm autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para atuar.

Além disso, a promotora disse ainda que as empresas não foram transparentes ao vender produtos financeiros. Por fim, não informam aos consumidores sobre os riscos da arbitragem de bitcoins.

O que o MP pediu na ação?

Na ação, o MP da Bahia pediu que a Justiça obrigue essas empresas a suspenderem toda e qualquer atividade. Vale lembrar que o grupo de Gonzaga dos Santos também é alvo de ação civil pública aberta pelo Ministério Público de São Paulo.

- Continua depois da publicidade -
Ad image

O MP da Bahia também disse que as empresas devem deixar de ofertar contratos de investimento coletivo. Precisam, ainda, parar de realizar movimentações financeiras com dinheiro dos consumidores.

O órgão também requereu que o conglomerado de Nivaldo Gonzaga pare de afirmar que é um negócio sério. Além disso, solicitou também que o grupo deixe de ofertar investimentos em criptomoedas.

A promotora Josiane também quer que as empresas “interrompam a oferta e realização do marketing multinível, em vista do modelo negocial ser comprovadamente insustentável, concedendo aos consumidores afiliados expectativas irreais de ganhos fáceis”.

Que tipo de condenação o MP pede?

Por fim, a promotora de Justiça solicitou ao judiciário que, no julgamento final da ação, condene as empresas a pagar indenização por danos materiais e morais aos clientes da Genbit.

Ainda de acordo com a promotora, as empresas devem devolver o dinheiro dos consumidores que acreditaram nas falsas informações do negócio.

Vale lembrar que, de acordo com o MP de São Paulo, as empresas de Gonzaga dos Santos têm uma dívida de R$ 1 bilhão com investidores.

Histórico da Genbit

A Genbit e as três empresas citadas na ação do MP foram fundadas por Nivaldo Gonzaga em 2017. Além delas, outros negócios também fazer parte do suposto esquema criminoso.

O conglomerado vendida “pacotes de investimentos” para as pessoas. Prometia aos clientes lucros de 15% ao mês. Desde setembro de 2019, no entanto, o grupo deixou de pagar as pessoas com dinheiro verdadeiro.

Em vez disso, ofereceu aos investidores pagamentos em TPK (Treep Token), uma criptomoeda sem valor no mercado. Com o token, é possível apenas receber desconto na compra de sushis e remédios.

Por causa da mudança na forma de pagamento, a empresa virou alvo de centenas de processos individuais na Justiça. Só no Paraná e em São Paulo, conforme levantamento do Livecoins, há cerca de 700 ações.

Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).