“Não existe cobrança por PIX, nem imposto, nunca vai existir”, diz secretário da Receita Federal

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
5 min de leitura
Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil.

Após uma série de boatos circularem pela internet, a Receita Federal do Brasil emitiu um comunicado oficial de que não existe nenhuma cobrança ou imposto vinculado ao Pix.

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Como um dos principais meios de pagamento utilizado por brasileiros, que preferem o Pix ao dinheiro em espécie ou criptomoedas, as falsas informações preocuparam a população.

Muitos trabalhadores e pequenos empreendedores ficaram em dúvida se a Receita iria observar as transações do dia a dia. Contudo, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afasta essas preocupações.

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“Não existe cobrança por PIX, cobrança de imposto ou taxa sobre PIX. Isso não existe e jamais vai existir, porque a Constituição Federal veda a cobrança de qualquer tributo sobre movimentação financeira“, disse em nota.

Secretário da Receita Federal explica o novo monitoramento do Pix que preocupou a população

“A Receita Federal não tem nenhum interesse em saber o detalhamento, quantos PIX você recebeu e quem passou para você, onde você gastou o seu dinheiro. Nada disso é informado“, assegura o secretário da Receita Federal.

Ele reforça que a coleta de informações é direcionada ao combate de operações suspeitas, não ao monitoramento de trabalhadores informais ou pequenos empreendedores.

“Quem precisa da atenção da Receita Federal é quem utiliza esses novos meios de pagamento para ocultar dinheiro ilícito, às vezes decorrente de atividade criminosa, de lavagem de dinheiro. O foco da Receita Federal é para eles. Não é para você, trabalhador, pequeno empresário“, explica Barreirinhas.

A atualização não altera a proteção ao sigilo bancário. “O sigilo bancário é absolutamente protegido e garantido pela Receita Federal. As informações prestadas pelas instituições financeiras são globais“, explica Barreirinhas.

Dessa forma, a Receita só recebe os valores totais movimentados mensalmente e proíbe que sejam informados os detalhes das transações, como origem ou destino dos pagamentos.

A Constituição Federal assegura que nenhum tributo pode ser criado sobre movimentações financeiras sem uma emenda constitucional.

O monitoramento estabelecido pela portaria se restringe à notificação de movimentações globais acima de R$ 5 mil por mês, no caso de pessoas físicas, e R$ 15 mil mensais, no caso de pessoas jurídicas, sem detalhamento de origem ou destino.

Até então, cartão de crédito e depósitos, entre outras modalidades já eram monitorados quando os valores excediam em R$ 2 mil para pessoa física e R$ 6 mil no caso de pessoa jurídica. Com informações da própria RFB.

“Pode continuar usar seu Pix tranquilo”, disse secretário da RFB

Com a medida, a Receita Federal evita inconsistências que poderiam fazer contribuintes caírem na malha fina injustamente e melhora a identificação de movimentações que podem estar ligadas a crimes financeiros.

“Isso é bom para o contribuinte, porque diminui a chance de passar por fiscalização e também é bom para a Receita Federal, porque ela pode focar a sua energia em quem realmente precisa ser fiscalizado“, reforça Barreirinhas.

“Fique muito tranquilo, pode continuar usando o seu PIX normalmente“, complementa o secretário. De acordo com ele, mesmo em casos em que há movimentações atípicas, como o empréstimo de cartão de crédito a um parente, não há risco com a Receita Federal, porque é comum que isso aconteça entre os brasileiros.

A RFB coleta informações de uma série de fontes oficiais para cruzar dados. “Não é porque em um determinado mês você gastou um pouco mais que isso vai gerar algum problema com a Receita Federal,” ressalta.

Comunidade de criptomoedas do Brasil também se preocupou

A circulação de boatos entre brasileiros preocupou até a comunidade de criptomoedas do Brasil, visto que as corretoras recebem Pix dos investidores. Com o mercado em alta nos últimos meses, o volume de operações cresceu.

Agora, tudo indica que a cobrança não deve ocorrer, apenas o monitoramento. Para a contadora especializada em criptomoedas Ana Paula Rabello, só deve temer quem tem alguma ligação com transações ilícitas.

https://twitter.com/declarandobtc/status/1877399950549778441

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Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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