Nubank cria conta global com acesso facilitado a stablecoins, bitcoin e outras criptomoedas

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
4 min de leitura
Sede do Nubank no Rio de Janeiro (Foto/Tiago Morena)
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O Nubank (NYSE: NU) iniciou as suas operações financeiras nos Estados Unidos nesta quinta-feira (10). A instituição bancária digital de origem latino-americana estreou no mercado norte-americano com a oferta de um pacote completo de ferramentas de pagamento diário para os consumidores estrangeiros.

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O fundador e diretor executivo, David Vélez, justificou a entrada no continente pelo forte crescimento financeiro da instituição.

Para sustentar a tática empresarial, o gestor relembrou as metas corporativas alcançadas após bater o lucro líquido de um bilhão de dólares com 140 milhões de clientes.

No mesmo evento focado nos Estados Unidos, o grupo brasileiro apresentou o produto “Nu Global”.

A conta multimoeda pretende solucionar as dore cambiais de pessoas que convivem com um estilo de vida com muitas remessas por vários países.

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“Hoje, cada vez mais pessoas têm vidas sem fronteiras, e o dinheiro é frequentemente a parte mais difícil de gerenciar: múltiplos aplicativos, taxas de câmbio confusas, longas esperas e altas taxas. Foi daí que nasceu a ideia do Nu Global. Um produto que traz a experiência Nu para a gestão financeira internacional, com a simplicidade e a eficiência da tecnologia colocadas a favor dos clientes em escala global“, disse Vélez.

Transferências em stablecoins, bitcoin e ativos digitais no Nubank Global

O banco definiu a nova frente global como uma forma eficiente de movimentar valores sem arcar com altas taxas bancárias.

Essa conta possibilita transferências simplificadas para mais de 35 países em regiões como a Europa e o eixo latino, com integração inicial no México, Brasil, Colômbia e os Estados Unidos da América nos próximos meses.

As contas globais possuem uma conexão direta com o uso e o repasse de criptomoedas no cotidiano do investidor internacional.

A estrutura da financeira converte de forma automática todos os depósitos iniciais da conta em stablecoins, na proporção de 1 para 1.

Os depósitos são formatados em “USDC” para pareamento direto com o dólar e “EURC” para a estabilidade na relação de câmbio contra o euro.

Além de circular o saldo com as stablecoins, os correntistas podem negociar as moedas como o Bitcoin e Ethereum através do painel.

Rendimentos bancários e cartão em solo norte-americano

A cofundadora e atual executiva da braço da empresa nos Estados Unidos, Cristina Junqueira, definiu os norte-americanos como alvos principais.

A equipe planeja fornecer uma carteira com rendimentos robustos, acompanhada de transferências nacionais instantâneas livres de qualquer pedágio cobrado pelo sistema.

O modelo aplicado prevê um crescimento nos juros até a marca de 4,50% ao ano, a depender dos gastos atrelados ao faturamento mensal com o uso de um cartão isento de mensalidade para despesas domésticas.

A corporação aguarda a liberação das suas credenciais bancárias oficiais emitidas pela Controladoria de Moedas.

As ofertas incluem recursos comuns como um cartão magnético em edição metálica para as compras presenciais e saques nos caixas do território do país.

Durante a espera pela autorização nacional, os paulistas atuam em parceria técnica com a estrutura licenciada e local do Lead Bank. Direto do Nu Stadium, os executivos apresentaram a novidade para o mundo.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.