Operação Fraus prende influenciadora Karol Digital e apreende suas criptomoedas

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
3 min de leitura
Influenciadora Karol Digital teve cinco veículos de luxo apreendidos (Foto/Instagram)

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), deflagrou na sexta-feira (22) a operação Fraus para desarticular uma organização criminosa voltada à exploração ilegal de jogos de azar, lavagem de dinheiro, crime contra a economia popular e associação criminosa. Na ação foram presos Karol Digital e seu namorado, além do rastreio de criptomoedas dos investigados.

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Assim, 40 policiais civis cumpriram as ordens judiciais contra eles de prisão preventiva. Além disso, os agentes também cumpriram 23 mandados de busca e apreensão, além do sequestro bancário e de bens.

De acordo com o Governo do Estado do Tocantins, a operação ocorreu de forma simultâneas nas cidades de Araguaína, Babaçulândia e Palmeirante na região norte do estado.

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Durante as diligências foram apreendidos cinco veículos de luxo (Foto: Divulgação SSP-TO)

Cabeças de gado e criptomoedas da influenciadora Karol Digital foram apreendidos

Dados da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins, durante as buscas foram encontrados uma McLaren avaliada em R$ 3 milhões, um Porsche de R$ 850 mil, uma BMW blindada e uma caminhonete RAM. Foram apreendidas ainda duas motocicletas. Também foi encontrado dinheiro em espécie totalizando R$ 45.455,00.

“Além disso, houve o sequestro de imóveis e animais como cabeças de gado e cavalos. A Justiça autorizou ainda a busca e eventual bloqueio de contas de criptoativos vinculados aos investigados“, disse a autoridade.

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Karol Digital reúne 1,5 milhão de seguidores em sua conta do Instagram e é uma das investigadas pela promoção de jogos de azar no Brasil, como Tigrinho, por exemplo.

As investigações foram conduzidas pela DRACCO e pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC Palmas). O delegado responsável, Wanderson Chaves de Queiroz, disse que há indícios de que o grupo agia para ocultar capital. “A influenciadora utilizava seu perfil nas redes sociais para promover jogos de azar de forma ilegal, por meio de parcerias com diversas casas de apostas. A estrutura do grupo era montada para dificultar o rastreamento das movimentações financeiras configurando fortes indícios de lavagem de dinheiro“, comenta.

O Livecoins não encontrou a defesa da influencer para comentários, mas o espaço segue em aberto para manifestações.

Rastreio de criptomoedas

De acordo com o ministério da justiça brasileiro o Ciberlab atuou por meio do seu Núcleo de Operações em Criptoativos e foi responsável por fornecer suporte técnico especializado para a localização, o rastreamento e apreensão dos valores em ativos virtuais movimentados pela associação criminosa.

A atuação do núcleo permitiu mapear fluxos financeiros e identificar endereços de carteiras digitais usados na ocultação de recursos ilícitos.

MARCADO:
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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