Operação Perfume de Mulher determina bloqueio de R$ 100 milhões em criptomoedas; MPF, MPMS e Receita Federal cumprem mandados

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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Perfumes apreendidos em operação da Receita Federal, Ministério Público Federal e MP do Mato Grosso do Sul (Foto/RFB)
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A Receita Federal do Brasil (RFB), Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagraram nesta terça-feira (22) a Operação Perfume de Mulher contra um grupo investigado pela importação ilegal de materiais ao país, sem o devido recolhimento de impostos.

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Os investigados devem responder pelo crime de descaminho, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, ao atuarem nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco.

“As apurações decorreram da atuação integrada dos órgãos de investigação e controle, que permitiu identificar diversas apreensões relacionadas ao grupo criminoso entre os anos de 2024 e 2026“, disse a RFB em nota.

“Nesse período, foram registradas mais de 20 apreensões vinculadas ao esquema, incluindo uma ação realizada em outubro de 2025, que resultou na retenção de aproximadamente R$ 10 milhões em perfumes importados irregularmente“, seguiu explicando a autoridade fiscal brasileira.

Além disso, as autoridades encontraram rastros de movimentações com criptomoedas pelo grupo investigado, quando na compra de perfumes com fornecedores do exterior.

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Operação Perfume de Mulher manda bloquear R$ 100 milhões de suspeitos, inclusive em criptomoedas

A operação levou para as ruas 50 auditores-fiscais e analistas tributários da receita, outros 50 integrantes do MPF e 30 do MPMS, para investigar a importação sem imposto de perfumes no Brasil.

“Por determinação da 3ª Vara Federal de Campo Grande, estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco“, disse a autoridade.

“A decisão judicial também autorizou a apreensão de bens vinculados aos investigados até o limite de R$ 100 milhões, inclusive criptoativos. Foi determinada ainda a prisão da responsável por toda a coordenação das atividades“, finalizou a nota.

Grupo se dizia maior referência em perfumaria árabe do Brasil

O modo de operações do grupo criminoso consistia em trazer ao país perfumes, de maioria árabes, ingressando pela fronteira de Ponta Porã/MS.

Ao chegar no Brasil, os produtos migravam para depósitos clandestinos em Campo Grande/MS e outros locais, sendo comercializados principalmente por meio de redes sociais, marketplaces e plataformas de comércio eletrônico. O uso de influenciadores para turbinar a máquina de vendas também entrou na mira das autoridades.

Além de criptomoedas, o grupo utilizava laranjas, empresas de fachada, notas fiscais falsas e tentava dar uma aparência de legalidade ao negócio. Assim, a Operação Perfume de Mulher seguirá apurando o caso com as novas evidências coletadas, em busca de responsabilizar os principais criminosos.

Uma mulher que comandava a operação foi presa nesta terça. “Trata-se da primeira operação com a participação simultânea do Gaeco do MPF e do MPMS e da Receita Federal“, confirmaram as autoridades.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.