Pandemia do coronavírus será uma “benção” para a economia, diz vencedor do Nobel

Lucas Gabriel Marins
Lucas Gabriel Marins
Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).
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Vernon Lomax Smith, prêmio Nobel de economia de 2002. Imagem/Mediatheque Lindau
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No meio de tantas notícias negativas sobre os efeitos do coronavírus nas finanças globais, o economista Vernon Lomax Smith, agraciado com o prêmio Nobel de economia de 2002, fez uma análise otimista sobre o futuro pós-pandemia.

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Em um texto publicado nesta segunda-feira (6) no The Wall Street Journal, Smith escreveu que o Covid-19, apesar de todos os transtornos causados no mundo todo, também deve trazer “bênçãos econômicas”.

“As pessoas estão preocupadas com os efeitos em longo prazo da pandemia do Covid-19 na economia. Nem tudo, no entanto, são más notícias. Tente aproveitar ao máximo essa rara oportunidade para observar eventos extremamente incomuns que se desenrolam em tempo real. Há bênçãos econômicas a serem contadas”, disse.

O que seriam essas as bênçãos econômicas?

De acordo com Smith, o lado positivo da pandemia é que a economia e a forma de consumo estão se “renovando”.

Apesar de muitos segmentos registrarem quedas acentuadas no meio da pandemia, disse, outros setores estão conseguindo tirar proveito do cenário.

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Tanto nos Estados Unidos como no Brasil, por exemplo, supermercado, saúde, beleza e perfumaria estão em alta, puxados principalmente pelo comércio eletrônico e pelas plataformas de delivery.

“À medida que a crise se desenrola, não pense em declínio nos mercados de trabalho e produto. Prefiro pensar em rotatividade, crescimento e sobrevivência que está acontecendo”, disse.

Coronavírus dará espaço para novos negócios

Segundo o prêmio Nobel de economia, essa suposta renovação causada pelo Covid-19 deve acelerar o declínio de empresas, produtos e serviços que estavam perdendo espaço mesmo antes da pandemia. Por outro lado, falou, dará espaço para novos tipos de negócios e produtos.

“As pessoas perguntam quanto custará três meses de quarentena. Talvez isso acelere o declínio de empresas e produtos que já estão sob pressão competitiva, como lojas de departamentos tradicionais e cinemas. A queda acelerada, no entanto, será equiparado ao crescimento de pedidos por correio, entrega, delivery e outros serviços relacionados”, disse.

Não se desespere, pois a crise passará

No texto publicado no jornal norte-americano, o economista também falou sobre as companhias áreas e hotéis, dois dos setores que mais sofrem por causa da falta de circulação das pessoas.

Ele disse que, apesar de as empresas desses dois setores estarem “sofrendo”, o declínio delas não será sentido em longo prazo. Isso porque, falou, assim que vacinas e medicamentos forem desenvolvidos as pessoas voltarão a alugar quartos e viajar.

“Portanto, não se desespere. Esta crise econômica passará, e passará rapidamente, especialmente se o choque financeiro for reduzido por alívio fiscal e monetário”, escreveu.

Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).
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