Pesquisadores descobrem malware que minera DOGECOIN em servidores Linux

Matheus Henrique
Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias...
3 min de leitura
Hacker. Imagem: Cortesia Pixabay

Os golpes de cryptojacking (quando o computador é invadido por um malware que minera criptomoedas) ainda são bem comuns e às vezes são utilizados em ataques de larga escala, ou até mesmo ataques específicos de alto perfil. Recentemente um novo malware foi identificado em servidores Linux.

- Continua depois da publicidade -
Ad image

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Intezer, um malware estava explorando uma API para instalar mineradoras de criptomoedas em servidores Docker em sistemas de nuvem como a AWS (Amazon), Azure e outras.

Segundo a Intezer, o malware, chamado de Doki, utilizava um sistema relativamente sofisticado para conseguir invadir os sistemas e permanecer por um bom tempo sem ser identificado.

- Continua depois da publicidade -
Ad image

O ataque utilizava a API da dogechain.info, o explorador de blocos da cadeia DOGE mais utilizado em todo o mundo, para criar domínios C2.

O Doki é capaz de encontrar esses domínios automaticamente, utilizando um algoritmo diferenciado de DGA baseado no Dogecoin. Com isso, a ameaça estava focando em ambientes de servidores na nuvem, procurando por portas API de Dockers abertas e explorar essa abertura para instalar seus próprios contêineres para executar malware na infraestrutura da vítima.

A equipe de pesquisa estima que o Doki estava ativo por cerca de 6 meses antes de ser detectado pela primeira vez. De acordo com as informações, nem mesmo os melhores antivírus foram capazes de detectar o malware.

“O Doki foi capaz de se manter indetectável por esse período de meio ano, mesmo tendo sido registrado no VirusTotal em janeiro de 2020 e escaneado diversas vezes desde então.”

O Doki faz parte de uma campanha de ataque ainda maior chamada de Ngrok Botnet, considerada altamente efetiva e já está ativa por mais de 2 anos.

Por fim, a Intezer pediu para que as companhias identificadas e os indivíduos que possuam servidores conteinerizados nesses servidores em nuvem corrijam o problema imediatamente e alterem a configuração para evitar a exposição ao vírus.

O artigo também ressaltou que é necessário checar por portas expostas, verificar containers desconhecidos ou estrangeiros entre os existentes e monitorar uso excessivo dos recursos computacionais.

Cryptojacking continua sendo uma ameaça

Enquanto a maioria dos malwares de cryptojacking não oferecem riscos diretos para carteiras de criptomoedas, eles podem prejudicar consideravelmente o funcionamento de um computador, aumentar o gasto de energia e diminuir a vida útil de diferentes equipamentos.

Com isso em mente, é fundamental ficar sempre de olho na possibilidade de se infectar com esse tipo de software malicioso. As regras para se proteger são as de sempre: Nunca baixe arquivos desconhecidos e de sites suspeitos.

Também é importante ficar de olho no aumento de uso de recursos computacionais e queda de desempenho da máquina.

Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
Nenhum comentário

Deixe um comentário

Sair da versão mobile