PF descobre lavagem de dinheiro com criptomoedas em megaoperação contra o tráfico

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
3 min de leitura
Viatura da PF em operação. Divulgação.

A Polícia Federal, coordenada pela PF em Minas Gerais, realizou nesta terça-feira (2) uma grande operação contra o tráfico de drogas no Brasil. Entre as descobertas estariam algumas transações dos criminosos com empresas do ramo de criptomoedas.

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Batizada de Operação Terra Fértil, as ações ocorrem nos estados de Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Bahia e Goiás. O objetivo das autoridades era o de descapitalizar e desarticular uma operação de tráfico de drogas internacional.

Cerca de 280 policiais federais cumpriram os 9 mandados de prisão preventiva, além de outros 80 mandados de busca e apreensão. Outras medidas cautelares como sequestro de bens e bloqueio de contas também foram expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal da Comarca de Belo Horizonte.

Dinheiro e bens de luxo sequestrados pela PF em operação
Dinheiro e bens de luxo sequestrados pela PF em operação. Reprodução/PF.

Entenda a ligação de nova operação da PF com empresas do ramo de criptomoedas

Durante as investigações, a polícia federal encontrou um engenhoso esquema montado pelo grupo criminoso, com vários indivíduos, alguns deles com envolvimento com uma conhecida facção criminosa. A PF não divulgou o nome da facção devido ao sigilo das investigações.

Em nota, a PF declarou que “um narcotraficante internacional e pessoas físicas e jurídicas a ele associadas faziam parte de uma rede que cometia diversos delitos, visando principalmente ocultar e dissimular o patrimônio proveniente da prática de inúmeros crimes, dentre os quais o tráfico internacional de drogas. O homem já fora investigado em outras ocasiões pela PF e há suspeitas de que ele enviava cocaína para países das Américas do Sul e Central, com destaque para remessas a violentos Cartéis Mexicanos“.

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O grupo também criava empresas de fachada e adquiria vários bens de luxo e imóveis para terceiros. As movimentações chamavam atenção visto que não havia compatibilidade com o capital social e tais empresas nem empregados tinham.

Além disso, os sócios não tinham vínculos empregatícios há anos, e alguns chegaram a receber auxílio emergencial do governo.

A polícia federal também encontrou a ligação de algumas das pessoas jurídicas sob investigação com empresas do ramo de criptomoedas. Agora os investigadores apuram se os investimentos não estariam sendo utilizados para mascarar a origem ilícita dos valores.

Nenhum nome de empresa do mercado de criptomoedas associada com a operação Terra Fértil foi divulgado pelas autoridades, que seguem investigando o caso com as novas provas coletadas.

A estimativa é que pelo menos R$ 5 bilhões foram movimentados pelo grupo nos últimos 5 anos, todos obtidos ilegalmente com a prática de crimes.

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Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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