Pioneira, gestora carioca lança primeiro ETF de criptomoedas do mundo

Lucas Gabriel Marins
Lucas Gabriel Marins
Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).
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A gestora Hashdex, sediada no Rio de Janeiro (RJ), informou nesta semana que recebeu aprovação para lançar o primeiro ETF (sigla para fundo negociado em bolsa) de criptomoedas do mundo.

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Chamado de Hashdex Nasdaq Crypto Index ETF, o fundo foi desenvolvido em conjunto com a Nasdaq. De acordo a empresa, o produto financeiro será listado na BSX (sigla em inglês para Bolsa de Valores de Bermudas).

“Acreditamos que essa ação vai impactar e transformar positivamente os mercados financeiros nos próximos anos. Além disso, o lançamento coloca a Hashdex como um player global relevante no segmento de cripto. Estamos muito orgulhosos disso”, disse o CEO da Hashdex, Marcelo Sampaio, em release divulgado para a imprensa.

Conforme nota da empresa, novas informações sobre o fundo serão divulgadas pela Nasdaq na data do lançamento do produto. O dia e o mês exatos, no entanto, não foram informados.

ETFs de criptomoedas podem atrair novos investidores

O lançamento de ETFs de criptomoedas divide especialistas do universo cripto. Alguns acreditam que os fundos podem atrair novos investidores, visto que ETFs oferecem riscos menores.

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Outros, no entanto, não gostam muito da ideia. Um deles é Andreas M. Antonopoulos, considerado uma das pessoas mais respeitadas quando o assunto é Bitcoin e criptomoedas.

No final de 2018, conforme noticiou o Portal do Bitcoin, Antonopoulos disse que ETFs de criptos são uma “péssima ideia”. De acordo com ele, o produto financeiro prejudicaria o sistema, pois uma entidade central teria que regular a operação, e não os próprios investidores.

“Um ETF de bitcoin fará isso, e fará isso em uma escala ainda maior. Isso dará ao player institucional acesso ao Bitcoin, mas não dará voz ao consenso e à governança do Bitcoin. Isso será mantido por um gestor de fundos centralizado”, disse, na época, Antonopoulos.

ETFs de blockchain ganham corpo nos EUA

Enquanto as criptos e os ETFs de ativos digitais ainda geram discussões no mercado, os ETFs de blockchain trilham caminhos mais tranquilos, pelo menos nos Estados Unidos.

De acordo com o Valor Econômico, no país norte-americano investidores têm aplicado cada vez mais em fundos que investem em empresas de plataformas descentralizadas.

“Enquanto o bitcoin ainda gera desconfiança no mercado, o desenvolvimento da blockchain tem ganhado espaço e vai além do âmbito das transações monetárias”, disse William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue Securities, sediada nos EUA, ao jornal.

No Brasil, no entanto, ETFs de blockchain ainda não ganharam corpo. Um dos motivos, conforme o Livecoins relatou em julho, é que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que regula o mercado de capitais, ainda não tem regras específicas para o setor.

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Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).