Polícia Civil apreende R$ 260 mil em criptomoedas durante operação no Sul do Brasil

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
3 min de leitura
Polícia Civil do Rio Grande do Sul em operação Timeo (Divulgação)

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou a Operação Timeo nos últimos dias, apreendendo criptomoedas e bloqueando dinheiro dos suspeitos. Os investigados estavam na mira da PCRS após cometer crimes de estelionato contra empresários donos de garagens de carros.

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Além disso, os suspeitos operavam um esquema de lavagem de dinheiro do fruto dos crimes de estelionato contra os empresários.

Durante a ação deflagrada na manhã do dia 16 de abril, uma pessoa estava com porte de arma de fogo sem a devida autorização.

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Polícia Civil deflagrou operação que apreendeu criptomoedas em várias cidades, inclusive na capital do Rio Grande do Sul

A PCRS enviou cerca de 60 agentes para cumprir 11 mandados judiciais de busca e apreensão contra suspeitos dos crimes. Cinco ocorreram em Novo Hamburgo, um em São Leopoldo, dois em Portão, um em Cachoeirinha, um em Porto Alegre e um em Imbé.

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo foi a responsável por deflagrar a operação.

Em nota, a polícia civil declarou que durante a Operação Timeo, houve ainda a decretação de bloqueios bancários contra 11 investigados. O valor total dos bloqueios estava em R$ 13,3 milhões.

Já em criptomoedas, houve o sequestro de R$ 260 mil, valores convertidos para Real. As autoridades não divulgaram como sequestraram os valores em criptomoedas, nem onde estavam e muito menos qual a moeda digital utilizada pelos criminosos.

Suspeitos já estavam presos e mantinham operações da prisão

Cidades como Estância Velha, Novo Hamburgo, Ivoti, Sapiranga e Portão estão entre os locais onde os empresários foram vítimas das ameaças. Todas as vítimas possuem empresas do ramo de compra e venda de veículos, as populares “garagens”, e tinham de pagar para os criminosos para não sofrerem ataques em suas empresas.

Assim, a nova fase da investigação mira dez pessoas físicas e uma empresa. Todas possuem vínculos com detentos que já haviam sido presos preventivamente durante a Operação Timeo, em etapa anterior.

Segundo a polícia, os investigados já se encontram recolhidos no sistema prisional e são apontados como responsáveis por dar continuidade às movimentações financeiras, mesmo após as prisões.

As apurações seguem em andamento e podem revelar um esquema mais amplo de articulação criminosa envolvendo extorsão e ocultação de valores.

A nova operação mostra que o crime organizado segue operando na mira das autoridades, e mesmo quando se envolvem com criptomoedas, o maior valor segue transitando no sistema bancário tradicional, utilizando contas de laranjas.

MARCADO:
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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