Polícia de Cuiabá recupera dinheiro de vítima de golpe com criptomoedas

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
4 min de leitura
Viatura da Polícia Civil do Mato Grosso. Foto: Rafaella Zanol/ GCOM-MT.

A Polícia Civil do Mato Grosso, em Cuiabá, conseguiu recuperar parte do dinheiro de uma vítima que acreditou em uma falsa corretora de criptomoedas que conheceu pela internet.

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De acordo com informações sobre o caso, a investidora desconfiou de problemas na plataforma após não conseguir sacar valores e os golpistas sempre pedirem mais depósitos.

Com isso, a Delegacia Especializada em Estelionato acabou sendo acionada e agiu rapidamente. Ao todo, mais de R$ 33,5 mil foram recuperados pela polícia, prevenindo que o prejuízo da investidora fosse ainda maior.

Falsa corretora de criptomoedas recebeu vários depósitos de vítima

A vítima, uma mulher de 39 anos, procurou a Polícia Civil em Cuiabá na última sexta-feira (10). Buscando denunciar um esquema de fraudes pela internet, ela alegou que conversava com uma pessoa que se dizia representante de uma corretora de criptomoedas.

Ao conhecer a plataforma, a mulher realizou o cadastro em busca de realizar investimentos com alto potencial de lucros. Para realizar os investimentos, a mulher devia acessar o site através de um link.

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O representante informou a vítima de que qualquer valor poderia ser investido, que retornaria com grande lucro. Para testar a plataforma, a mulher então enviou R$ 1 mil e rapidamente recebeu R$ 1,2 mil.

No segundo investimento, a vítima confiou R$ 5 mil na plataforma e recebeu uma rentabilidade de 5,5 mil. Confiando que a plataforma era legítima, ela se convenceu a aumentar a aposta e mandou R$ 19 mil, mas não conseguiu mais realizar saques.

“Você deve declarar o Imposto de renda”

Temendo pelo pior, a mulher procurou o representante que lhe apresentou a corretora de criptomoedas falsa, pedindo ajuda para reaver seu dinheiro.

Em resposta, a pessoa disse que a investidora havia enviado um valor muito alto para a plataforma, e por isso deveria declarar um imposto de renda. Para isso, ela deveria pagar R$ 65 mil para a plataforma, sendo que ela acreditou novamente na fraude.

Em duas transferências, a mulher enviou R$ 30 mil e depois R$ 35 mil, mas não foi o suficiente para liberar os valores da plataforma. Isso porque, a corretora disse que só poderia liberar valores caso ela se tornasse uma pessoa membro da plataforma, e deveria depositar R$ 85 mil para isso.

Temendo pelo pior, ela procurou a polícia civil do Mato Grosso, quando foi orientada sobre a fraude pela internet. Rapidamente, agentes conseguiram recuperar pouco mais de R$ 33,5 mil via bloqueio bancário, minimizando o prejuízo da vítima.

Não está claro quanto ela perdeu, mas a situação já está sob investigação da Polícia Civil, que apura quem é o autor e seus cúmplices.

O caso lembra que confiar em terceiros desconhecidos para investimentos é uma estratégia perigosa, que pode levar a ruína. Além disso, ao comprar uma criptomoeda, interessados devem procurar P2P ou corretoras conhecidos no mercado, evitando cair em ciladas.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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