Polícia invade escritório da Worldcoin e apreende orbes

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
4 min de leitura
Viatura policial com agentes ao fundo

Uma cidade no Quênia foi o centro das atenções no último final de semana devido a uma operação policial que teve como alvo um escritório ligado ao controverso projeto de criptomoeda, Worldcoin, criado pelo fundador do ChatGPT.

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Máquinas suspeitas de armazenar dados de usuários foram confiscadas durante a ação, de acordo com informações de fontes locais. Com um mandado de busca em mãos, as autoridades quenianas realizaram a operação nos escritórios situados em Mombasa Road.

De acordo com a mídia local, o chefe do Gabinete do Comissário de Proteção de Dados (ODPC), levantou dúvidas sobre as verdadeiras intenções da empresa responsável pela criptomoeda, acusando-a de falta de transparência.

Quênia proíbe Worldcoin

No início de agosto, o Quênia tomou uma medida drástica ao suspender as operações da Worldcoin, argumentando que o governo estava preocupado com as atividades da empresa e que era imperativo investigar a questão.

O banimento da criptomoeda no país foi resultado de uma análise conjunta entre o OPDC (Gabinete do Comissário de Proteção de Dados) e a Autoridade de Comunicações (CA). Tal revisão revelou uma série de preocupações regulatórias que necessitavam de atenção imediata.

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A CA divulgou um comunicado apontando questões como a falta de clareza em relação à segurança e ao armazenamento dos dados sensíveis coletados pela Worldcoin.

A Worldcoin tem como objetivo criar um mecanismo de identificação global, utilizando varreduras de íris para comprovar a unicidade e a autenticidade de uma pessoa. Em troca dos dados, a empresa promete distribuir criptomoedas para os usuários cadastrados.

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A empresa foi criticada por não fornecer informações adequadas sobre medidas de segurança cibernética. A retenção de grandes volumes de dados de cidadãos por entidades privadas sem uma estrutura adequada também foi destacada como um ponto preocupante.

O Ministério do Interior do Quênia anunciou que agências responsáveis pela segurança, serviços financeiros e proteção de dados já estão investigando a autenticidade e legalidade das atividades relacionadas à empresa.

Enquanto isso, a Autoridade do Mercado de Capitais do Quênia (CMA) expressou suas próprias preocupações e alertou os cidadãos de que a Worldcoin não é regulamentada no país.

Segundo a legislação queniana, os indivíduos têm o direito de não fornecer informações pessoais desnecessárias e que a divulgação inadequada desses dados é proibida.

Worldcoin

A Worldcoin recentemente lançou seu projeto e já distribuiu criptomoedas para usuários que passaram por varreduras de íris. O token teve uma valorização de 60% após ser lançado, chegando a US$ 2,60 nas corretoras de criptomoedas, de acordo com dados do CoinMarketCap.

A suspensão das operações da Worldcoin pelo Quênia envia uma mensagem para a empresa, que deve continuar enfrentando escrutínio dos reguladores no resto do mundo.

Enquanto isso, a Worldcoin Foundation afirma ter um “programa robusto de privacidade”. A fundação também disse que está trabalhando com todos os reguladores, incluindo as autoridades dos países onde está enfrentando pressão.

MARCADO:
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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