Primo Pobre explica as três utilidades do Bitcoin: “Não é só para especular”

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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O influenciador digital Eduardo Feldberg, mais conhecido como Primo Pobre, publicou um novo vídeo em seu canal detalhando as três principais utilidades práticas do Bitcoin, na quinta-feira (19).

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Conhecido por democratizar o acesso à educação financeira, Feldberg buscou desmistificar a criptomoeda, questionando logo na abertura: “Para que que o Bitcoin serve? É só para tentar ganhar dinheiro no curto prazo?“.

Ao longo da aula, o Primo Pobre dividiu as aplicações do Bitcoin em três grandes categorias, explicando de forma didática desde o uso mais comum até as estratégias adotadas por grandes empresas e governos ao redor do mundo.

1. Especulação Clássica: A busca pelo lucro

Feldberg iniciou a explicação abordando o uso mais popular da criptomoeda: a especulação. Ele detalhou que esse comportamento não é exclusivo do mercado cripto, comparando-o a investimentos tradicionais, como a compra de ações, fundos imobiliários, ou até mesmo itens de colecionador, como cartas de Pokémon e carros antigos.

“A maioria das pessoas hoje compra Bitcoin por causa de um negócio chamado especulação clássica“, explicou o influenciador. “É quando você compra alguma coisa, não porque você quer usar, mas porque você quer depois vender por um preço maior para ganhar um lucro em cima“.

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Ele ressaltou, no entanto, que a especulação lida com possibilidades, não com garantias, classificando o Bitcoin como um investimento de renda variável, onde é possível tanto ganhar quanto perder dinheiro.

2. Reserva de Valor: O “Ouro Digital”

A segunda utilidade destacada foi o uso do Bitcoin como reserva de valor para proteger o patrimônio da inflação e das crises econômicas. O Primo Pobre fez um paralelo direto com o ouro, explicando que, assim como o metal precioso, o Bitcoin é escasso, não pertence a nenhum governo e possui aceitação global.

Feldberg enfatizou que a adoção institucional dessa estratégia está crescendo exponencialmente. “Não só as pessoas, mas também as empresas e até os governos de vários países começaram a criar uma reserva de valor em Bitcoin“, afirmou.

Ele citou que países como a China e os Estados Unidos já possuem grandes reservas da moeda digital, e mencionou empresas brasileiras como o Nubank e a Méliuz, além de um projeto de lei na Câmara dos Deputados do Brasil para a criação de uma reserva soberana de Bitcoin.

A recomendação do influenciador é não alocar todo o patrimônio na criptomoeda, mas sim utilizá-la como ferramenta de diversificação.

3. Meio de Pagamento: Dinheiro sem fronteiras

A terceira função apresentada foi o uso do Bitcoin como forma de pagamento direto. O Primo Pobre destacou a vantagem da rede funcionar 24 horas por dia, 7 dias por semana, permitindo transferências internacionais instantâneas “sem aquele monte de burocracia e taxas absurdas cobradas no banco“.

Ele ilustrou a praticidade do uso diário mencionando que já comprou itens básicos, como banana e leite, utilizando o cartão da Binance. No entanto, o influenciador fez uma ressalva estratégica importante sobre gastar seus satoshis (frações de Bitcoin).

“Eu não acho isso tão legal para quem tá começando, porque se você ainda não tem a sua reserva de Bitcoin, não adianta ficar gastando ele o tempo todo“, alertou. Feldberg revelou que prefere acumular seus Bitcoins para o longo prazo e, quando precisa fazer compras no dia a dia, utiliza outras criptomoedas, como a stablecoin USDC ou a BNB.

Finalizando o vídeo, o Primo Pobre reforçou que, mesmo que o Bitcoin não fosse utilizado em larga escala para pagamentos diários, ele manteria sua força como reserva de valor, assim como o ouro e o diamante, que não são usados para comprar um café, mas seguem sendo ativos extremamente valiosos.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.