Proposta de banir NFTs no Bitcoin gera discursão acalorada entre desenvolvedores

Vinicius Golveia
Vinicius Golveia
Formado em sistema da informação pela PUC-RJ e Pós-graduado em Jornalismo Digital. Conhece o Bitcoin desde 2014, atuando como desenvolvedor de blockchain em diversas empresas. Atualmente...
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Moedas de bitcoin entre artes. Livecoins/Midjourney.
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Uma proposta de atualização recente envolvendo o Bitcoin tem gerado um debate acalorado na comunidade da moeda digital. O desenvolvedor Luke Dashjr, conhecido por seu trabalho com o Bitcoin por mais de uma década, esteve no centro da discussão ao apresentar uma proposta que poderia banir os NFTs do Bitcoin.

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O cerne da questão gira em torno do protocolo Ordinals, introduzido há alguns meses, que permitiu aos usuários inscrever dados na blockchain do Bitcoin, como NFTs e novos tokens.

Os ordinals trouxeram uma mudança para o Bitcoin, que até então era predominantemente usado como uma rede de pagamentos peer-to-peer. A popularidade dos NFTs baseados em Bitcoin disparou, comprovado pela venda de um ativo por cerca de US$ 450.000 na casa de leilões Sotheby’s.

No entanto, o projeto Ordinals não veio sem seus desafios. A rede Bitcoin enfrentou congestionamentos devido à popularidade do novo protocolo, levantando preocupações sobre a eficácia e a finalidade original da rede da moeda digital.

Proposta de banir NFTs no Bitcoin é encerrada

A proposta de Dashjr, apresentada no Github, visava atualizar o Bitcoin para adaptá-lo aos novos estilos de transporte de dados. Embora parecesse um objetivo técnico e direto, a discussão rapidamente se transformou em um debate mais amplo: a blockchain do Bitcoin deve ser preservada como uma rede de pagamentos, ou as forças de mercado deveriam determinar suas funcionalidades?

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Mesmo entre os especialistas que defendem uma visão mais purista do Bitcoin, havia ceticismo quanto à viabilidade da proposta de Dashjr, particularmente em relação à sua aceitação pelos mineradores de Bitcoin, que são essenciais para o funcionamento da rede e que se beneficiaram das taxas geradas pelo novo protocolo.

A controvérsia atingiu um ponto crítico quando Ava Chow, uma das mantenedoras do Bitcoin Core, encerrou abruptamente a discussão sobre a proposta de Dashjr, sem adotar qualquer ação para incorporar o novo código. A decisão foi justificada com base na natureza controversa da proposta e na falta de consenso dentro da comunidade.

A proposta de Dashjr visava impor limites rigorosos ao tamanho dos dados nas transações Bitcoin, em uma tentativa de banir as transações Ordinals.

Lisa Neigut, desenvolvedora da Blockstream, afirmou que a proposta era uma maneira sofisticada de atingir esse objetivo, embora houvesse um forte debate sobre se seria possível ou desejável implementar tais proibições.

A resposta de Dashjr foi rápida. Ele alegou censura por parte de Chow e manteve sua posição de que a proposta ainda era relevante e necessária para lidar com o que ele via como “ataque de spam” no Bitcoin.

Filtragem de spam não morre até que o spam morra, diz Luke Dashjr

Dashjr, que recentemente atraiu atenção com a arrecadação de US$ 6,2 milhões para sua empresa Mummolin, liderada por Jack Dorsey, fundador da Block Inc., continua a ser uma figura importante na comunidade Bitcoin.

Sua proposta e as respostas subsequentes refletem as tensões em andamento sobre a direção e o propósito do Bitcoin.

Curiosamente, a empresa Ocean, uma conhecida pool de mineração de Bitcoin, sinalizou que poderia adotar o projeto de Dashjr para filtrar transações envolvendo inscrições Ordinais.

Essa posição indica um possível apoio à visão de Dashjr dentro da comunidade de mineração, apesar da controvérsia.

O debate em torno da proposta de Dashjr ilustra a complexidade e a evolução contínua do mundo do Bitcoin, enquanto alguns defendem a preservação de sua essência original.

Falando sobre o assunto, Luke Dashjr afirmou que o assunto não está encerrado: “A filtragem de spam não morre até que o spam morra.”

 

Formado em sistema da informação pela PUC-RJ e Pós-graduado em Jornalismo Digital. Conhece o Bitcoin desde 2014, atuando como desenvolvedor de blockchain em diversas empresas. Atualmente escreve para o Livecoins sobre assuntos de criptomoedas. Gosta de cultura POP / Geek. Se não estiver escrevendo notícias relevantes, provavelmente está assistindo alguma série.