Quase mil criptomoedas morreram em 2022, revela estudo

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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Cofre sem dinheiro após perda. Foto: Josh Appel.
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Dados revelados por um estudo do CoinGecko indicam que um número alarmante de criptomoedas alternativas morreram em 2021. Segundo o levantamento, o número supera as mortes registradas em 2022.

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Ainda que 2021 seja lembrado como o maior período de alta do bitcoin, muitas criptomoedas criadas no período foram apenas golpes financeiros.

O estudo buscou dados das criptomoedas listadas no site, que chegou a listar mais de 16 mil projetos no último ano. A criação de criptomoedas novas atraiu investidores iniciantes, mas o risco para investidores do mercado cresceu.

Número alarmante de criptomoedas que morreram em 2021 é maior que 2022

De acordo com dados revelados pelo Livecoins, em outubro de 2022, pelo menos 12 mil criptomoedas se tornaram zumbis nos últimos meses.

Contudo, a situação é pior quando se entende qual o número de projetos que simplesmente sumiram nos últimos dois anos.

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De acordo com estudo do CoinGecko, rival do CoinMarketCap, 3.322 criptomoedas alternativas morreram em 2021. Assim, já são consideradas “dead coins“, ou seja, moedas mortas.

O número representa 40% das criptomoedas que foram criadas desde novembro de 2020 e listadas pelo CoinGecko. Segundo o estudo, a morte de altcoins em 2021 é 2,5 vezes maior que em 2020, e chega a 3,5 mais que 2022 até o mês de novembro.

“Isso é 2,5 vezes maior que a quantidade de criptomoedas listadas em 2020 que falharam e 3,5 vezes maior que 2022 YTD.”

Criptomoedas alternativas - altcoins - que morreram em 2021 supera valor até novembro de 2022 revelou estudo
Criptomoedas alternativas – altcoins – que morreram em 2021 supera valor até novembro de 2022 revelou estudo. Crédito: CoinGecko.

Chama atenção que, mesmo com a queda em 2022, a morte de 951 altcoins até o mês de novembro ainda deixa o ano como o terceiro no ranking, visto que em 2020, 1.320 criptomoedas morreram.

Culpados: “moedas meme”

Durante a alta do mercado, investidores entraram em transe com as memecoins, impulsionadas pela alta da Dogecoin, que valorizou com a ajuda de Elon Musk.

Segundo o levantamento, surgiram muitas moedas que não tinham projetos sólidos e nem programadores conhecidos. Assim, haviam fortes indícios que tais “shitcoins” poderiam morrer, destacou o estudo.

“A ‘temporada de moedas memes’ que tomou a indústria de assalto é uma razão provável para explicar o alto número de ‘moedas mortas’ ou criptomoedas com falha a partir de 2021.”

Entre outros dados revelados, o CoinGecko revela que, em média, 950 criptomoedas listadas morrem a cada ano. Ou seja, investir em uma altcoin é uma atividade de extremo risco.

Os dados apurados do período entre 2014 e 2022, de moedas que já listadas no CoinGecko, mostram apenas informações de criptomoedas mortas e desativadas.

Vale lembrar que, apesar de críticos declararem a morte do bitcoin a cada queda, essa segue como a moeda digital descentralizada mais antiga e segura hoje.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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