Receita Federal do Brasil participa de operação contra tráfico de pessoas após aviso da Nova Zelândia

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
3 min de leitura
Operação levou 120 agentes da PF para ruas (Foto/Divulgação)
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A Operação Cassandra no Brasil contou com a participação da Receita (RFB), Polícia (PF) e Ministério Público Federal (MPF) contra uma organização criminosa que praticava o tráfico de pessoas. Ao todo, sete agentes da RFB e outros 120 policiais federais cumpriram mandados judiciais.

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A investigação começou após autoridades da Nova Zelândia informarem que havia um brasileiro participando do esquema criminoso. A sede das operações estava no Brasil e outros países europeus.

Além disso, autoridades brasileiras apuram um esquema de lavagem de dinheiro que pode ter utilizado empresas de fachada e criptomoedas.

“No curso da investigação, apurou-se que a organização criminosa estaria atuando no tráfico internacional de mulheres em pelo menos quatorze países, nos cinco continentes. Identificou-se, também, que esta organização atuaria de forma estruturada, com papéis específicos definidos e distribuídos nos núcleos gerencial, operacional e financeiro“, diz a RFB.

Mandados judiciais levaram ao cumprimento de operação seis estados brasileiros e no exterior

Os mandados judiciais cumpridos pelas autoridades na quarta-feira (3) contaram com autorização pela 1ª Vara Federal de Florianópolis (SC).

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Assim, as ações ocorreram simultaneamente em cidades dos Estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Minas Gerais. Além disso, autoridades irlandesas colaboraram com a operação brasileira cumprindo mandados no exterior, contra a mesma organização criminosa.

Ao todo, 30 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão ocorreram, sendo quatro no Brasil e mais um na Irlanda. A operação contou com a participação de sete auditores-fiscais e analistas-tributários da RFB, além de outros 120 policiais federais.

“O núcleo financeiro contaria com a participação de diversas pessoas cujos papéis seriam elaborar estratégias para a repatriação dos valores obtidos no exterior decorrente da atividade criminosa de exploração sexual das vítimas enviadas ao exterior, como orientar o grupo criminoso para a criação de empresas fantasmas onde o dinheiro seria internalizado, utilização de contas bancárias de terceiros, transação com criptoativos para ocultação de valores, entre outros“, declarou a PF.

Várias operações da PF citam operações cripto nesta semana

Somente nesta semana, a PF deflagrou várias operações contra crimes no Brasil, de diversos tipos e vários estados, citando criptomoedas.

A polícia federal deflagrou só na terça-feira (2), as operações Hawala e a operação Lauandi, que citaram cripto no meio dos crimes.

Já na última quinta, a operação Sibila voltou a apurar crimes com lavagem em criptomoedas, desdobramento da Operação Colossus de 2022. Ao que tudo indica, as autoridades crescem a vigilância com as operações e minam as atividades criminosas com apoio de outros países.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.