Receita Federal do Brasil volta divulgar dados de criptomoedas negociadas no país

Bruno Costa
Bruno Costa
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura...
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Volta de dados mostra o que aconteceu em setembro de 2025 (Foto: Pillar Pedreira/Agência Senado)

A Receita Federal do Brasil (RFB) voltou a divulgar os dados declarados por investidores de criptomoedas brasileiros, após um hiato de três meses sem informações públicas.

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Contudo, os dados que pararam de ser divulgados em setembro de 2025, voltam a aparecer em janeiro de 2026, levando como base as informações do mês em que parou. Ou seja, os dados declarados até o nono mês do último ano que a RFB divulga.

De qualquer forma, para quem acompanha o mercado cripto, as informações prestadas por empresas do setor e pelos próprios investidores costumam impactar o cenário nacional.

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Os números, por exemplo, confirmam a hegemonia das moedas estáveis (stablecoins) no mercado nacional, que superam o Bitcoin em volume total transacionado.

Dados ainda apurados pela IN 1888/2019 mostra diminuição de CNPJs e CPFs no mercado com relação a agosto de 2025

O levantamento aponta que o número de declarantes únicos no mês de setembro atingiu a marca de 4.584.071 pessoas físicas (CPFs) e 92.132 pessoas jurídicas (CNPJs). Os números indicam uma diminuição no ritmo de movimentações na comparação com agosto de 2025, que registrou 5.164.408 (CPFs) e 116.108 (CNPJs).

O relatório consolida informações de exchanges brasileiras, usuários de plataformas estrangeiras com movimentações acima de R$ 30 mil e transações diretas entre pessoas (peer-to-peer).

A análise demográfica dos dados da Receita Federal expõe uma concentração de capital majoritariamente masculina no setor. Os homens foram responsáveis por 70,38% do número de operações em setembro de 2025 e concentraram 86,23% do valor financeiro declarado. As mulheres representaram 29,62% das transações no mês, mas sua participação no montante total de capital investido ficou em 13,77%.

Stablecoins superam o Bitcoin em volume financeiro negociado

O Tether (USDT) liderou o volume financeiro em setembro de 2025 com R$ 15,72 bilhões movimentados em 1,18 milhão de operações. O Bitcoin (BTC) registrou um número superior de transações, com 2,15 milhões de registros, mas somou um valor total de R$ 2,46 bilhões.

Já a stablecoin USDC apresentou o maior número absoluto de operações entre todos os ativos do relatório, com 2,42 milhões de transferências reportadas.

Outros ativos relevantes como Ethereum (ETH) e Solana (SOL) mantiveram volumes expressivos no período analisado. O ETH processou 901 mil operações com valor total de R$ 1,09 bilhão, enquanto a rede Solana registrou 530 mil transações que somaram R$ 668 milhões.

Moedas como XRP, Litecoin (LTC) e Cardano (ADA) completam a lista dos ativos mais procurados pelos investidores brasileiros que buscam diversificação.

Importância da volta dos dados

A Receita Federal utiliza esses dados para monitorar o fluxo de capital e garantir a conformidade tributária sobre o ganho de capital.

A transparência dos dados abertos permite observar como a infraestrutura digital brasileira absorve novas tecnologias de pagamento. Vale destacar que o download completo dos dados segue disponível no site da Receita, por meio do link oficial.

Com a futura transição para a Declaração de Criptoativos (DeCripto), o fisco pretende aprimorar ainda mais o rastreamento dessas operações a partir de 2026.

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Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4).
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