Santander tenta penhorar criptomoedas de cliente por dívida, mas justiça nega

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
3 min de leitura
Martelo da justiça batendo em tablet com imagem do Santander

A justiça do Estado de São Paulo analisa uma cobrança de dívida pelo banco Santander, que acabou tendo um pedido de bloqueio de criptomoedas negado pela juíza que cuida do caso.

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Nos últimos anos, vários casos chegaram na justiça brasileira referente a penhora de criptomoedas. Em processos assim é comum que a justiça oficie corretoras que fazem a custódia dos ativos digitais.

O caso em questão se refere a uma dívida de R$ 1.882.280,43 que inicialmente era de R$ 600 mil. Uma ação monitória ligada a este processo já foi vencida pelo Santander, com a primeira decisão sendo favorável ao banco.

Justiça nega penhora de criptomoedas ao Santander em processo de quase R$ 2 milhões

Ao ingressar na justiça contra o cliente, o banco já havia recebido em fevereiro a decisão favorável em uma ação monitória. No entanto, agora a dívida está sendo cobrada de um avalista do cliente que também não pagou o que devia ao Santander.

Somados os honorários dos advogados e custas judiciais, o caso ultrapassaria os R$ 2 milhões para o devedor.

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A defesa do banco então ingressou com pedido nos últimos dias justificando que a penhora de criptomoedas já é aceita pela jurisprudência brasileira.

“E é neste ponto que reside o interesse do credor/exequente, qual seja: buscar, por meio do órgão judicial, que sejam oficiadas as corretoras de criptomoedas, para que informem a existência de ativos em nome dos Executados e, em sendo positivo, que desde logo sejam bloqueados os valores. Esta modalidade de penhora é admitida pela jurisprudência”.

Seriam oficiadas a responder ao caso oito corretoras e até uma associação do setor, que deveriam bloquear os valores caso encontrados.

A justiça de São Paulo publicou nesta sexta-feira (30) uma decisão contra o banco Santander, envolvendo a penhora de criptomoedas em um processo de dívida bancária. Na visão da juíza que analisou o caso, não há indícios para se oficiar corretoras, visto que não há provas que o devedor do Santander tem criptomoedas.

“Indefiro a tentativa de penhora de criptomoeda, pois ausente mínimo indício de que o executado possua ativos eletrônicos, não competindo ao juízo a busca indiscriminada, incerta, de bens penhoráveis.”

Apesar do interesse do Santander em obter valores em criptomoedas para acertos de dívidas, não foi desta vez que a justiça brasileira concordou com a busca, considerada “indiscriminada”.

O banco agora terá 10 dias para se pronunciar no processo, que ainda busca reaver a alta soma devida pelo cliente.

Confira a decisão publicada no Diário de Justiça de São Paulo nesta sexta-feira (30) pelo link aqui.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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