Tecnologia blockchain pode prevenir guerra nuclear, defende especialista

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
4 min de leitura
Estrutura atômica próxima a rede distribuída

A tecnologia blockchain já foi associada a muitas situações, mas nunca a uma guerra nuclear, situação que ela poderia ajudar a prevenir, segundo uma especialista.

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Esse estudo foi produzido por uma mulher que trabalha no Pacific Northwest National Laboratory (PNNL), com sede em Washington. Esse laboratório busca compreender os usos e riscos da energia nuclear e propor soluções de como manipular essa, de modo a garantir a segurança internacional.

Vale lembrar que o assunto de energia nuclear está em alta nos últimos anos, com essa modalidade considerada uma energia sustentável.

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No caso do PNNL, esse órgão está vinculado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos.

Tecnologia blockchain pode prevenir guerra nuclear?

No cenário atual, uma guerra nuclear não é um assunto em alta pelo mundo, que já viveu dias de preocupação com o tema, após o fim da Segunda Guerra Mundial e posterior Guerra Fria. Longe dessa realidade bélica, os países buscam o diálogo e diplomacia para resolver problemas, ainda que o assunto nuclear preocupe potências.

Dessa forma, Sarah Frazar, do PNNL, divulgou na última terça-feira (4) um estudo no qual defende que a guerra nuclear poderia ser evitada caso governos recorressem à tecnologia blockchain.

De acordo com ela, os arsenais nucleares têm aumentado nos Estados Unidos e essa informação não é transparente, o que pode desencadear desentendimentos.

Ela defendeu esse mecanismo como parte do Tratado de Não Proliferação Nuclear, assinado por vários países que se comprometem a não produzir, testar ou adquirir essas armas, como o Brasil, por exemplo.

“O monitoramento dos estoques e transações de materiais nucleares se torna mais desafiador à medida que aumenta o número de instalações nucleares e a quantidade de material nuclear que precisa ser protegida pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A tecnologia Blockchain introduziu eficiências operacionais significativas nas indústrias da cadeia de suprimentos comerciais que buscam monitorar outros ativos de alto valor. A tecnologia poderia fazer o mesmo pela IAEA e pela comunidade de não proliferação?”

Não confiar nos governos para fazer a guarda, mas na tecnologia

Um dos pontos que chamou atenção na fala da especialista sobre o potencial da blockchain impedir problemas nucleares é que com ela, a eficácia e eficiência da proteção que o governo ou autoridades dão ao setor seria melhor fiscalizada. Ou seja, é melhor não confiar plenamente nos governos, mas sim na tecnologia.

Além disso, uma rede de cooperação internacional poderia ter mais dados e realizar diligências para garantir a salvaguarda, cenário que hoje não existe.

“Nossa comunidade internacional tem uma necessidade contínua de fortalecer a eficácia e eficiência das salvaguardas e, ao mesmo tempo, melhorar a cooperação e a confiança no sistema internacional de salvaguardas. DLT oferece uma oportunidade para atingir todos esses objetivos. O capítulo enfoca se a comunidade internacional de salvaguardas pode se beneficiar da implantação da DLT sem interromper a política existente e a estrutura legal que rege as atividades de verificação de salvaguardas internacionais”.

A especialista lançou um livro chamado “Blockchain for International Security”, que compartilha todo o seu pensamento sobre o assunto, que pode ser fundamental para proteção contra guerras nucleares.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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