Tensões tarifárias nos EUA e criptomoedas como refúgio seguro

Vinicius Golveia
Vinicius Golveia
Formado em sistema da informação pela PUC-RJ e Pós-graduado em Jornalismo Digital. Conhece o Bitcoin desde 2014, atuando como desenvolvedor de blockchain em diversas empresas. Atualmente...
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Análise de CEO da OKX sobre o tema de crise nos mercados (Foto/Reprodução)
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Em 2025, os Estados Unidos vêm enfrentando tensões tarifárias que refletem uma combinação de histórico protecionista e decisões recentes de grande impacto.

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Ao longo do tempo, o país utilizou tarifas como instrumento de proteção econômica e geopolítica.

No cenário atual, porém, a política tarifária foi elevada a um novo patamar, com o governo Trump impondo medidas amplas contra diversos parceiros comerciais, como China, Canadá e, mais recentemente, o Brasil.

Essas medidas, embora tenham como justificativa a redução dos déficits comerciais, vêm provocando retaliações, aumento dos custos de insumos e instabilidade nas cadeias globais de suprimentos.

O Brasil reagiu acionando a OMC e anunciando contramedidas, exigindo que a Suprema Corte decida até que ponto o presidente tem poderes constitucionais para agir dessa forma.

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Para Guilherme Sacamone, CEO da OKX no Brasil, “as recentes medidas tarifárias nos EUA mostram como políticas econômicas restritivas podem amplificar pressões inflacionárias e aumentar a aversão ao risco nos mercados globais, reforçando para os investidores a necessidade de buscar ativos que preservem valor e liquidez em escala internacional“.

Nesse ambiente de choques comerciais e incertezas jurídicas, os mercados reagem com um movimento clássico de aversão ao risco.

Investidores buscam “portos seguros” para proteger capital contra volatilidade, inflação e instabilidade regulatória.

É justamente nesse contexto que o Bitcoin e outros criptoativos vêm ganhando relevância como alternativas de proteção.

Isso ocorre porque, em países afetados por tarifas elevadas, inflação de insumos e desvalorização cambial, cresce a valorização de ativos não sujeitos ao controle direto de governos.

Além disso, ao contrário de ativos tradicionais, que podem ser congelados ou restringidos em meio a sanções e guerras comerciais, as criptomoedas circulam globalmente sem a necessidade de intermediários.

Como aponta Sacamone, “o movimento em direção às criptomoedas nesses cenários não é apenas defensivo. Ele também mostra como investidores estão buscando diversificação inteligente e exposição a uma classe de ativos que cresce em relevância global.”

Segundo o relatório “Geography of Cryptocurrency” da Chainalysis, publicado em setembro de 2025, o país ocupa a 5ª posição no ranking mundial de adoção de criptomoedas, atrás apenas da Índia, dos Estados Unidos, do Paquistão e do Vietnã, e lidera na América Latina em todas as métricas avaliadas, incluindo varejo, DeFi e atividade institucional.

Esses números ilustram como, num contexto de tensões econômicas e políticas, o Brasil se posiciona como uma frente avançada de adoção cripto, consolidando os ativos digitais como instrumentos estratégicos de diversificação e proteção de capital.

MARCADO:
Formado em sistema da informação pela PUC-RJ e Pós-graduado em Jornalismo Digital. Conhece o Bitcoin desde 2014, atuando como desenvolvedor de blockchain em diversas empresas. Atualmente escreve para o Livecoins sobre assuntos de criptomoedas. Gosta de cultura POP / Geek. Se não estiver escrevendo notícias relevantes, provavelmente está assistindo alguma série.